Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Perú agastado com inexactidões em "Indiana Jones"

O filme "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" (em exibição no Oeiras Parque) está a ser alvo de forte contestação no Perú onde, supostamente, se desenrola a acção, a intriga, o suspense, a aventura. E digo "supostamente", porque se é sabido que nem sempre todas as filmagens são feitas nos locais que dão origem à história mas sim noutras paragens semelhantes ou até em estúdios que as recriam, no presente caso "caiu muito mal" entre os peruanos que já viram a película, as muitas e inexplicáveis inexactidões geográficas, etnográficas e históricas.

 

(clicar, para ampliar)

 

 Num artigo intitulado "Película de Indiana Jones genera malestar en Perú por sus imprecisiones", algumas personalidades criticam, por exemplo, o facto da banda sonora das aventuras que decorrem no Perú serem "rancheras" mexicanas.

Só que as inexactidões e desconhecimento não ficam por aqui. Na película, é referido que "Pancho Villa, o herói da revolução mexicana, e guerreiros mayas que falam 'quechua' na selva peruana, região supostamente pejada de areias movediças, com insaciáveis formigas que devoram os humanos e enormes cataratas que, na realidade, se situam no Hawai".

Segundo Hugo Neyra, director da Biblioteca Nacional do Perú, "um dos maiores erros do filme consiste em situar a pirâmide de 'Chichen Itzá' - localizada no México - no centro da amazónia peruana."

Já o historiador Manuel Burga, ex-reitor da Universidade de San Marcos - a mais antiga da América -, é de opinião que "embora se trate de um filme de ficção, os criadores do personagem do chicote - Steven Spielberg e George Lucas - foram mal assessorados."

"Outra das incongruências do quarto filme de Indiana Jones é a localização da cidade de Nasca (na costa sul do Perú), que a película situa como sendo em Cusco, no meio dos Andes do sul peruano".

Para Teodoro Hampe, historiador, "na mente do americano comum há um 'esquema' segundo o qual tudo o que esteja a sul das suas fronteiras, a partir do México, é o mesmo. Para eles é igual, é tudo o mesmo: México, Guatemala, Bolívia ou Perú".

Aparentemente menos grave, é o facto do filme insinuar "que a civilização Andina é produto da visita de extraterrestres", só que as entidades e cinéfilos peruanos consideram que esta "mensagem subliminar dá a entender que as civilizações surgidas na América Latina são produto de forças sobrenaturais e não da capacidade dos próprios habitantes" e, no que concerne aos seus antepassados, os peruanos têm muito orgulho.

Pessoalmente, já tencionava ver o filme mas, agora, a curiosidade ficou ainda mais aguçada, pois sou casado com uma cidadã peruana e conheço, felizmente, algumas das cidades do Perú nele referidas.



Publicado por rui.freitas às 02:29
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Nascemos, consumimos, adoecemos e morremos

A cada dia que passa, dou comigo a pensar porque é que, quando eu era jovem, a fruta tinha cheiro, tinha sabor e não apodrecia dois dias depois de comprada; a manteiga sabia a manteiga e não rançava uma semana depois de adquirida (mesmo se conservada no frigorífico); o queijo sabia a queijo e não criava bolor ou se estragava rapidamente dentro do frigorífico; o fiambre não "esverdeava" fora do frigorífico, como acontece hoje; o leite era saboroso e nutritivo, não a "mistela" impingida nas grandes superfícies comerciais; os meus gatos e cães comiam os restos das refeições e não morriam por isso; o lixo que produzíamos lá em casa era depois transformado em adubo para a pequena horta caseira; a água das levadas irrigava as terras da horta e o que ela produzia tinha todos os nutrientes de que eu e milhões de jovens precisavam; as uvas, pitangas, abacates, bananas, figos, ameixas e demais frutos eram "abençoados" apenas pelo sol e a chuva, jamais por pesticidas, herbicidas e quejandos... e não morri... não morremos?

A cada dia que passa, dou comigo a pensar porque é que, quando eu era jovem, a panela da sopa era feita de alumínio; o café era passado pelo coador de pano vezes sem conta; a alface e a couve eram lavadas em água sem "aditivos"; a própria água era bebida directamente da torneira, dos regatos... e não morri... não morremos?

A cada dia que passa, dou comigo a pensar porque é que, quando eu era jovem, os soldadinhos de chumbo continham chumbo, eram pintados com tinta de chumbo e outros materiais "mortais"; o relógio da sala, quando avariava, era mandado reparar; o rádio, quando deixava de funcionar, era consertado pelo técnico e voltava a deixar-se ouvir; o fogão a lenha apenas precisava de uma limpeza diária; a panela de ferro "produzia" comida saborosa como já não existe; a fruta era apanhada e comida (sem lavar) empoleirado em cima da árvore que a produzia; o mercado municipal cheirava a fruta e a flores acabadas de colher, a carne e o peixe acabados de matar ou pescar; as calças rasgadas eram remendadas primorosamente; as meias de senhora (quando "puxavam fios") e as peúgas de homem também; os avós não eram "cotas", eram protectores e viviam até quase aos cem anos; os livros de estudo serviam para a minha irmã e para mim; o Liceu cheirava a giz, a borracha fresca, a cera imaculadamente espalhada pelas salas e corredores; o Contínuo (hoje, auxiliar de acção educativa), impunha respeito; o Professor era o Mestre incontestado que derramava sobre nós o seu Saber; os idosos e as autoridades eram respeitados com a maior naturalidade?

A cada dia que passa, dou comigo a pensar porque é que, agora, a "normalização" europeia e mundial rejeita os legumes menos viçosos, "calibra" as frutas; rotula o peixe e a carne; impõe prazos de validade a produtos como o benéfico mel (quando todos sabemos que é dos que NUNCA se estraga); que me impede de passar a manteiga no pão com uma faca de madeira ou mexer a panela com uma colher de pau?

Alguém sabe porque é que o Queijo Serra é, obrigatoriamente, manuseado por mãos frias, femininas e proibitivamente tocado por mulheres em ciclo menstrual? Porque sim!

Porque as obrigam, então, a controlar a temperatura frigorífica do mesmo, sob pena de coima e apreensão desse delicioso e único manjar bem português?

Hoje, somos todos fiscalizados, "normalizados", liofilizados, empacotados, consoante as "directivas" que sábios senhores nos dizem ser obrigatórias! Nem sequer podemos pescar o "jaquinzinho"... Mas podemos comprá-lo aos espanhóis, que o pescam em águas portuguesas!

Que saudade e pena tenho eu de já não poder rasgar as calças, esfolar-me ao cair da bicicleta sem ter de ir visitar o Hospital... Antes, a água de um qualquer poço, sarava as feridas!

Dizem-nos: somos o que comemos! E eu digo: mas eu até comi terra quando era criança!?

A relva, cheirava a Primavera; a floresta tinha o odor do Outono!

Brinquei com carrinhos da Dinky Toys pintados com tinta de chumbo!

Cavalguei cavalinhos de cartão prensado!

Escorreguei em "tobogans" de madeira untados com banha!

Conduzi "carrinhos de cana e arame" ferrugento!

Na estação de rádio onde trabalhei, encostávamos uma lâmpada fluorescente ao cabo de aço que sustentava uma das antenas... e ela acendia com a radiação!

E não morri... não morremos!

Quando comprei o meu primeiro carro por 32 contos - um Fiat 850 Coupé (o chamado "Porsche dos pobres"), um litro de gasolina custava menos do que o "desconto" que "gentilmente me oferece" agora a gasolineira onde abasteço pelo mesmíssimo litro!

"Felizmente"... "evoluímos"!

A colher de pau, foi banida; o Contínuo e o Agente da Autoridade desrespeitados; o Professor agredido; os pais desobedecidos; a fruta vendável é "calibrada" (mas apodrece depressa e não sabe a nada); o queijo, o fiambre, a manteiga, o leite, o azeite, o óleo... aditivados (mas também não sabem a nada, fazem mal à saúde e estragam-se num ápice)...

Viva a "evolução" imposta pelos senhores do Mundo!

Não?

Confirme, por favor... (um pouquinho longo, mas vale a pena)

 

 

Vamos por um rico caminho, sim senhores! Isto sim, é "colidade de vida"!

(Agradecimento ao AM, pelo link a este vídeo).



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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Faleceu Maria Alice Coelho

Pela manhã, chegou-me a triste notícia: faleceu a Professora Maria Alice Morales de Los Rios Coelho, esposa do saudoso Professor José Coelho e mãe de três Amigo: o Luís, o Fernando e o Carlos Coelho.

Porque, nestes casos, infelizmente, as palavras sobram, quero apenas informar os leitores e Amigos que o corpo da Professora Maria Alice Coelho estará hoje em câmara ardente na Igreja de Paço de Arcos, realizando-se missa de corpo presente, amanhã, pelas 10H00, seguindo-se o funeral para o cemitério de Oeiras.

Ao Luís, ao "Baí" e ao Fernandão, os meus sentidos pêsames.



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"Palcoadas & Teatranças" estreia-se dia 30

Recém-criado por sete amigos, o "Palcoadas & Teatranças - Grupo de Teatro de Oeiras" faz a sua estreia absoluta no próximo dia 30 de Maio, pelas 22H00, com a peça "Cenas para um Teatro sem fumo!"

 

 

A representação tem lugar no Auditório César Batalha, no Alto da Barra, repetindo-se até Junho neste e noutros locais, como refere o programa publicamente divulgado no seu próprio BLOG.

Para reservas e demais contactos, podem também ligar para o 91 824 96 32.

Ao novo Grupo, o "Pinhanços dixit..." augura longa vida e muitos sucessos!


música: Teatro

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Teatro Nova Morada apresenta-se "em casa"

É já no próximo sábado, 31 de Maio, que o Teatro Nova Morada leva à cena, em sua própria "casa", a peça "Daqui fala o Morto".

 

 

Isto, depois das apresentações- com lotação esgotada - no Auditório Ruy de Carvalho (a 19 de Abril), Auditório Eunice Muñoz (dia 17 de Maio) e no "Festével - Festival de Humor do Cartaxo" (anteontem).

"Jogando em casa", no salão da própria Cooperativa, o sucesso irá repetir-se no próximo dia 31 do corrente, tendo em conta também que as entradas são gratuitas, razão pela qual aconselhamos aos interessados que não se atrasem, pois a representação começa mesmo às 21H30.

Mais pormenores sobre o Grupo de Teatro e sobre a peça podem ser lidos AQUI.


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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Para Coleccionadores

Por "deformação profissional", há longos anos que venho a coleccionar números 0 (zero) e 1 (um) de todos os Jornais e Revistas que consegui comprar quando da sua publicação, muito(a)s do(a)s quais "morreram" infelizmente "à nascença" e dezenas dele(a)s ainda se encontram na sua embalagem original.

É verdade que esta colecção representa muito da história da Comunicação Social portuguesa nas mais diversas áreas - turismo, desporto, política, economia, "imprensa côr-de-rosa", marketing, comunicação e imagem, boletins e revistas empresariais, etc...

Mas também é verdade que, num apartamento, conseguir "inventar" espaço para os mais de 2.000 (dois mil) títulos que possuo, não é tarefa fácil, razão pela qual decidi (com natural pena) colocá-los à venda pela melhor oferta.

A título meramente exemplificativo, aqui reproduzo as capas de quatro dessas 2.000 Revistas e Jornais, cuja base de licitação (permitam-me a expressão) é de 800 euros, apesar do seu valor real ultrapassar em muito, mesmo muito, esta base...

 


Revista O Escanção - 1974

Revista O Escanção - 1986


Revista Auto emoções - 1993


Revista V. - 1998

 

As propostas devem ser dirigidas para o meu endereço pessoal: rui.m.freitas@netcabo.pt e, caso o valor da melhor proposta não atinja a meta desejada, continuarão cá em casa... até ver!

Aguardo o interesse dos coleccionadores.



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Comer bem, na Festa do Cavalo... e não só!

Até ao próximo domingo, decorre a IX edição da Festa do Cavalo, em Porto Salvo, cujo programa pode ser consultado AQUI.

E, tal como no ano passado, comer bem nesta festa, é visitar a "Tertúlia da Amizade", onde - fazendo jus à designação - se encontram os Amigos de sempre.

Para mim (e espero que para muitos mais), a visita é OBRIGATÓRIA e lá estarei!

A "Tertúlia da Amizade"; volta a marcar presença nas Festas do Concelho, que irão decorrer entre 31 de Maio e 15 de Junho.



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"A menina dança?"

Pelo que acabo de ler no site da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, parece que, afinal, o Rui Freitas sempre tinha ideias e fazia coisas que, agora, merecem ser copiadas!

Tal como esta, por exemplo, entre muitas outras que têm sido "realizadas" por este Executivo: No meu tempo, designavam-se "Tardes Dançantes" e tinham lugar no Salão Nobre do CDPA todas as quintas-feiras. Finalmente, o exemplo foi seguido e, agora, chamam-se "Vem dançar com a Junta" e ocorrem apenas nas terceiras terças-feiras de cada mês, no Salão Nobre da própria Autarquia.

 

 

Haverá lanche? Huuummmmmm!

Já agora, penso ser tempo de rectificar o link das novidades que, desde o anúncio do "5.º Salão de Abril", a 19 desse mês, continua intitulado "Paço de Artes" na barra do Internet Explorer.

De qualquer forma, e porque a população (espero que apenas os Séniores...) o merece, aplaudo o plágio!



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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Blog "Os Bardinos" enriquece blogosfera de Paço de Arcos

O Grupo Tertúlico Os Bardinos acaba de contribuir para enriquecer ainda mais a Vila e Freguesia de Paço de Arcos, "dando à luz" o seu blog que pode ser visto, lido, acarinhado e comentado, clicando na imagem abaixo.

 

 

Porque se trata de uma verdadeira Tertúlia, criada há quase seis anos pelo saudoso Amigo Barosa Pereira, porque como podem ler tem como "missão" primeira "a defesa intransigente do bom nome da Vila de Paço de Arcos e da sua história" e porque dele fazem parte muitos outros Amigos, mal andaria eu se não desse o meu pequeno contributo na sua divulgação junto de todos os leitores do "Pinhanços dixit...", colocando-o inclusive no lado direito deste blog, nos links dedicados a entidades desta Freguesia.

Sem cerimónias, mas com razão, pode ler-se no primeiro post d'Os Bardinos: "Meus amigos, estamos hoje a dar início a este ‘blog’, o qual pretende dar ‘a conhecer ao mundo’ a verdadeira dimensão da história e das coisas da mui nobre (digo eu) Vila de Paço de Arcos.", esperando que o novo blog seja "um espaço de divulgação e também de alguma discussão,sobre os aspectos sócio-culturais, históricos e principalmente gastronómicos da grande vila de Paço de Arcos, a mais bela vila da linha de Cascais e de Portugal inteiro."

Com a garantia de que poderão contar com as minhas frequentes visitas e, quando for caso disso, com os meus comentários, deixo publicamente os meus parabéns e votos de longa vida.


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Publicado por rui.freitas às 02:56
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008
É só fazer contas, dizia "o outro"...

No que concerne a análises de trabalho executado, a Junta de Freguesia de Paço de Arcos já está a parecer-se com as estatísticas do INE versus Governo: nunca acertam uma com a outra!

Recuemos à Assembleia de Freguesia do passado dia 29 de Abril, na qual foi aprovada a Conta de Gerência do Exercício de 2007.

Segundo as contas da Bancada do Partido Social Democrata, para um valor orçamentado de 100.000,00 euros (e apesar de, publicamente, esse ser um "tecto" apenas de referência e do sr. presidente da Câmara há muito ter anunciado que o mesmo subira para 150.000,00), foi realizado em Delegação de Competências (que designo de "obras necessárias" ao eleitor e em benefício deste), tão somente 48,13%. O seja, a soma dos quatro trimestres do ano 2007, segundo os devidos Relatórios apreciados pela Assembleia, ascendeu a 48.134,17 euros (1.º trimestre = 6.801,99 € + 2.º trimestre = 14.647,78€ + 3.º trimestre = 8.891,90€ + 4.º trimestre = 17.792,50€).

Na Conta de Gerência, da Rubrica 02. - Aquisição de Bens e Serviços (explicada como sendo a referente à Delegação de Competências), constam 67.162,36€ (?), pelo que, aparentemente, a Bancada do PSD não tinha razão ao criticar o baixo grau de realização...

Afinal, venho a verificar que o boletim "Oeiras Actual" n.º 183, também "mente", pois dele consta, em bom português, que "foram várias as Juntas que ultrapassaram o 'tecto' inicial dos 150.000,00 euros"...

Mas, pior do que isso, é o facto da mesma publicação colocar a Junta de Freguesia de Paço de Arcos no último lugar entre as 10 que compõem o Concelho, com um grau de realização de... 46.079,57 euros! Para que conste, Oeiras e S. Julião da Barra (373.013,73€), Algés (266.121,63€) e Porto Salvo (218.973,82€), foram as que mereceram o "pódio" do investimento de DC.

Diz o Povo que, "cada cabeça, sua sentença" mas, neste caso, pode aplicar-se esta máxima: "cada entidade, suas contas"...

E porque já tenho a fama de ser "o mau da fita", deixo a pergunta: se os quatro Relatórios trimestrais de 2007 presentes à Assembleia, indicam investimentos de 48.134,17€, a Conta de Gerência refere 67.162,36€ e o "Oeiras Actual" publica 46.079,57€, quem anda a fazer mal as contas?



Publicado por rui.freitas às 02:06
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Mais uma Noite de Fado

É já no próximo dia 31 de Maio, que se volta a escutar o Fado, comer caldo verde e confraternizar com amigos, no Restaurante Nova Morada.

Como já vem sendo hábito, espera-se casa cheia e, por isso, é de todo conveniente efectuar reserva antecipada, pelo telefone 21 443 37 10.

Como da fama já não me safo (até já dizem que ali tenho "interesses"), fica o conselho para uma noite de sábado diferente e agradável...


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Domingo, 18 de Maio de 2008
Unidade sem Anestesia (7)

O Ensino e a Reforma do Estado

 

Já fecharam 2463 escolas em todo o país, ao abrigo do programa de reordenamento da rede do básico. Até 2010 deverão fechar até 4500 escolas. É a meta oficial prevista pelo Governo. Entretanto vai havendo crianças do 1.º ciclo com aulas em contentores e colectividades!

É de crer que se pretenda melhorar o ensino público monopolista, em degradação funcional e qualitativa, se continuarmos a ignorar que sem concorrência do ensino privado não existirá estímulo para tal.

O país fica em estado de choque nas poucas vezes que as televisões abrem os seus écrans a casos de arrepiar. Reportagem de Mafalda Gameiro (RTP) na qual se mostraram as salas de aula transformadas em ringues de luta livre com alunos da escola e rufias de fora dela, em violenta pancadaria! Agressões a uma professora por tirar o telemóvel a uma aluna e relatos quase diários nos jornais de violações e indisciplina de toda a ordem nas escolas públicas! Os professores trabalham em condições extremas, abandonados à sua sorte e sujeitos a todo o tipo de humilhações. Há muito se demitiram da sua função integral! Aqui está um retrato brutal da escola pública que envergonha o nosso país. Uma escola destas não pode existir. Pura e simplesmente.

 

O M E matou aos poucos a autoridade pedagógica e disciplinar dos professores e, hoje, os alunos saem da escola pessimamente mal preparados. As taxas de retenção (chumbos) anda nos 25 %, muito acima dos demais países europeus!

O País sofre com isto sob vários aspectos, nomeadamente com afectação da sua economia que, com estes estudantes chegados a trabalhadores, não acompanha a produtividade que se exige num mundo altamente competitivo e globalizado.

A ministra lamenta, ainda, o facto de os Orçamentos da Educação terem uma fatia bastante pesada destinada aos salários – nalguns casos ela ultrapassa os 95 por cento!

Por sua vez o primeiro-ministro recusa, ainda, o cheque - escola (com sucesso noutros países europeus), que permite a livre escolha da escola. Para isso, “Não contem comigo”, disse.

Faz mal, pois, não sendo possível baixar o vencimento aos professores nem aumentar a despesa na educação (das mais altas da Europa, depois da conhecida “paixão”). Pelo contrário, ela terá de baixar e esta solução poderia encaixar neste objectivo na perfeição: Reforma da Função Pública.

Portugal é um dos países europeus onde os vencimentos dos professores são mais elevados, que mais investe na educação face ao PIB e com piores resultados apresentados.

Todavia, com a obstinação da ministra e do primeiro-ministro na defesa da escola - pública sem saberem reverter o estado de sítio a que chegou a mesma,  foram rendidos à força na rua, em virtude da gigantesca manifestação contra as avaliações.

O executivo encostado à parede, quis ignorar que este é pura e simplesmente um problema laboral e entregou-se no colo do sindicato. O resultado foi que pouco ou nada vai mudar e os efeitos das poucas avaliações (aceites!) só serão conhecidos depois das legislativas. Ganhar as eleições parece ser mais importante que defender o alcance da medida e a dignidade do poder instituído!

A Ministra parece ter assinado a rendição. Os média cobriram-na com um lençol branco!Também a reforma da função pública vai por maus caminhos! Longe de estar conseguida, a Função Pública conta hoje com quadros no grau absoluto da desmotivação e muitos funcionários sem nada que fazer! É uma enorme legião (perto de um milhão) de pessoas dominadas pelo maior sentimento de impotência, desiludidas e mal pagas.

 

Voltando às escolas públicas e referindo dados do ano lectivo 2006/2007 temos um total de 150 mil professores! São absorvidos em vencimentos de pessoal 82,2 % do orçamento do ME (72 % é a média da OCDE)! Um orçamento de 6. 115 milhões de euros (4,11 do PIB)! Um total de alunos de 1 450 073, inscritos no ensino público! Cada aluno do ensino não superior custa ao Estado 5. 000 euros ano ( valor indicado pelo ME )!

 

Com o ensino a funcionar livremente (pais e alunos escolheriam a escola que lhes desse mais garantias) e, com cabeça fria, a escola pública ia melhorando, o ensino também e os professores perceberiam que era do seu próprio interesse aceitarem a solução que mais cedo ou mais tarde terão de assumir. Um ME subdimensionado garantiria a coesão, qualidade e uniformidade do ensino em todo o país.

As escolas do Estado devem conquistar os seus alunos e não recebê-los a granel.

Depois dos subsídios, o Orçamento Europeu está a chegar!

É fundamental que haja "Menos Estado mas Melhor Estado" e desse modo os 150 000 postos de trabalho da sua promessa eleitoral seriam alcançados. Com algum atraso, mas seriam! Não indirectamente, mas por sua decisão. O senhor PM entraria na História.

Em situação confrangedora estarão os milhares de desempregados! As falências em série, as centenas de milhares de pré- reformados (forçados) a quem o ministro das finanças presenteia com inimagináveis cortes na reforma, aqueles que emigram à procura de trabalho, o trabalho precário, a exclusão social etc. . Ao estado a que chegaram os professores, uma evolução no seu estatuto profissional, obtida num desempenho dentro de uma escola a caminho de uma gestão independente, só lhes trará mais respeitabilidade e realização laboral. Dinheiro já têm e ele não lhes assegura nem realização profissional, nem social!

Enquanto isso a 4.ª Geração do ensino à distância ainda vem longe, e embora o e- learning seja uma metodologia de ensino ainda em ascensão ... o sindicato não poderá parar a sua evolução.

 

António Reis Luz

Militante - Partidário



Publicado por rui.freitas às 03:42
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Sábado, 17 de Maio de 2008
Obrigado, Caras e Caros Leitores!

Em Fevereiro de 2006, como já repeti diversas vezes, vi-me na necessidade de criar o blog "Pinhanços dixit...", como única forma de dar a conhecer à população de Paço de Arcos (a interessada), aquilo que se passava e passa nas nossas Junta e Assembleia de Freguesia.

Em Maio do mesmo ano, decidi inserir um contador de visitas (o Stat Counter), que me fornecesse com precisão o número de leitores que iriam passar por este despretencioso mas sério blog.

Em dois anos, o "Pinhanços dixit..." registou (até ao momento em que escrevo) um total de 82.909 visitas, o que muito me orgulha mas também responsabiliza, daí o agradecimento que titula este post :

 

(Clicar nas imagens, para as ampliar)

(Visitas entre Maio de 2006 e Maio de 2008)

 

 

 

(Visitas entre Janeiro e Maio de 2008)

 

 

 

(Visitantes entre 11 e 17 de Maio de 2008)

 

 

(Visitantes por países, esta semana, maioritariamente de Portugal, claro!)

 

 

 

(Visitantes por cidades, esta semana)

 

 

Outros dados estatísticos de interesse:

Imagens colocadas: 868

Imagens vistas: 5.892 vezes

Posts colocados: 641

Comentários (recebidos e respondidos): 1.672

Média de visitantes/mês: 3.455

Média de visitantes/dia: 115

 

Sinceramente... OBRIGADO!



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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Assim "trabalha" a nossa Junta de Freguesia...

O episódio de que hoje vos dou conta, leva-me a considerá-lo como "falta de chá", falta de bom senso, falta de consideração, falta de tudo...

Se não, atentem bem!

No passado dia 29 de Fevereiro, entreguei em mão na Junta de Freguesia de Paço de Arcos uma carta solicitando o agendamento de uma visita de diversos bloguers, que pretendiam conhecer melhor o Património e Monumentalidade da nossa Freguesia.

O tempo foi passando e, de resposta, nada... Até que na Assembleia de Freguesia do passado dia 29 de Abril (dois meses após o pedido e com a alegação de que só há poucos dias o Executivo havia tomado conhecimento do mesmo [?]), ficou combinado que o Vogal do Turismo da JFPA, David Silva, me faria chegar rapidamente um ofício com a marcação da data para a citada visita.

Ontem, dia 15 de Maio (dois meses e meio após o pedido inicial), recebi, de facto, o famigerado ofício, marcando a visita... para amanhã, dia 17 de Maio!!!

Ou seja, depois de dois meses e meio à espera de uma resposta, fui informado (e disso dei conta ao grupo de bloguers interessados) que tínhamos apenas um dia para preparar uma visita que começaria às 10 horas da manhã do dia seguinte... Naturalmente que, tendo uns assumido já compromissos para esse dia e entendendo outros - tal como eu - ser no mínimo ridículo o apertado prazo para nos organizarmos, e porque não se tratava de um encontro de amigos para tomarem um café, decidimos agradecer e declinar a "disponibilidade" do referido Vogal... até nova oportunidade.

Assim, porque "uma imagem vale mais do que mil palavras", deixo à vossa consideração a leitura e apreciação dos documentos que citei: o pedido de agendamento da visita e a respectiva resposta.

         

(clicar nos documentos, para os ampliar)



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Mariola Landowska expõe na Amadora

 

É inaugurada amanhã, no Centro de Arte Contemporânea da Amadora, sito à Rua Beatriz Costa, 18, r/c (Urbanização dos Moinhos - Alfragide Norte) uma exposição de Pintura e Desenho da artista Mariola Landowska.

O evento está agendado para as 17 horas, sendo os visitantes brindados com um Concerto de Guitarra Clássica.

A exposição estará patente ao publico até ao próximo dia 17 de Junho, de segunda a sexta-feira, das 10H00 às 12H30 e das 14H00 às 18H00.



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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Ridículo (2)

Afinal, ficámos a saber a verdade... o primeiro-ministro é um simples mortal, como todos nós!

Apanhado a fumar (juntamente com Manuel de Pinho e outros) no voo (fretado) Caracas-Lisboa, conseguiu ridicularizar-se a ele próprio, ultrapassando mesmo a esfarrapada desculpa dada pelo director da ASAE na passagem de ano!

"O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje aos jornalistas que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica por ter fumado num voo entre Caracas e Lisboa na segunda-feira.

Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem." in "Diário Digital".

Ah, podemos!?!?!? Ou é só "fumaça"?

 

(clicar na imagem, para ampliar)



Publicado por rui.freitas às 02:02
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Ridículo (1)

Conselho de Ética da OM defende que "os médicos devem cobrar 20% do preço das consultas, quando os doentes faltam"...

 

 

E quando é o médico a faltar (o que é normal e frequente)?

Será que o doente pode multá-lo?



Publicado por rui.freitas às 01:34
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
João Serra faleceu há um mês

Passa hoje um mês sobre o falecimento do presidente eleito da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, João dos Santos Aguiam Serra.

A sua esposa, D. Raquel, e a seus filhos, Alexandre e Luís, endereço de novo os meus respeitosos pêsames!

Apesar de muitos confundirem - ou tentarem confundir - Amizade com política, reafirmo publicamente aquilo que, sem hipocrisia, disse com a sinceridade de sempre no passado dia 25 de Abril, durante a justa homenagem ao falecido Autarca:

Conheci pessoalmente João Serra em 1990, quando pela primeira vez me convidou a integrar a sua equipa no Clube Desportivo de Paço de Arcos;

Foi João Serra, em 1991, um dos dois Militantes que subscreveu a minha proposta de filiação no Partido Social Democrata;

Em 1993, era João Serra presidente do Núcleo de Paço de Arcos do PSD, fui por ele convidado a integrar a lista concorrente às eleições Autárquicas desse ano;

Cinco anos passados, em 1998, João Serra honrou-me com o convite para integrar a lista do PSD que ele encabeçou à Freguesia de Paço de Arcos, eleição que venceu com maioria absoluta;

Infelizmente, seis meses depois, acometido por um grave Acidente Vascular Cerebral, ele viria a suspender (e, posteriormente, a perder) o mandato que lhe fora atribuído pelos eleitores, sucedendo-lhe José António Ferreira (n.º 2 da nossa lista), até que um problema cardíaco o levou a suspender funções em 1999, vindo a falecer vítima de fatídico enfarte nesse mesmo ano.

Com João Serra aprendi (disse-o sempre e nas mais diversas cerimónias públicas) os meandros de funcionamento de uma Junta de Freguesia. Confesso que não apliquei na prática todas as "lições" que ele me ensinou, pois como então me dizia Isaltino Morais, "o Serra é um 'buldozer' que leva tudo à frente" (palavras que recordei no passado 25 de Abril)... E nem sempre pode ser assim!

Mas, numa coisa, ele tinha razão: às vezes, torna-se necessário "fazer primeiro e perguntar depois se o podemos fazer", dada a dependência a que quase sempre estão sujeitas as Juntas de Freguesia às Câmaras Municipais.

Com outros verdadeiros Amigos, estive a seu lado praticamente todos os dias, quando o referido AVC o obrigou a perder grande parte da sua força e intensidade de viver. Eles sabem quem são e a quem me refiro!

Hoje, em sua memória, trago estes episódios a este blog, pelas seguintes razões:

Um desses Amigos (que muito me apoiou entre 1999 e 2005, na qualidade de funcionário da Câmara Municipal de Oeiras e que tinha em elevada estima), parece ter esquecido tudo isso, a ponto de agora proferir cobardes e caluniosas afirmações públicas que muito me magoam, porque não passam de insidiosas mentiras que não têm razão de ser nem as mereço!

Por outro lado, porque também estranhei que, tendo sido actualizado o site da Junta de Freguesia, os que hoje a compõem e tanto "batem no peito" em defesa de João Serra, esqueceram pura e simplesmente de assinalar a passagem desta nefasta data, anunciando (caso saibam) onde e a que horas terá lugar a Missa de 30.º Dia!

Finalmente, para que os leitores que não acompanham a vida Autárquica saibam, de uma vez por todas, que nunca considerei João Serra meu "inimigo", mas apenas adversário político-partidário, decorrente do complexo cenário em que se disputaram as eleições Autárquicas de 2005. Como tal o critiquei em muitos actos de irregularidades e ilegalidades, como tal aprovámos (eu e a Bancada do PSD) diversas propostas suas, como tal o combati e confrontei, lealmente, com decisões de que discordei e com as quais me recusei a pactuar!

É assim que entendo a Política! É assim que entendo a Vida!

Permitam-me, com a devida humildade. recordar o que disse há dias o Papa Bento XVI - referindo-se à fome no Mundo: "Calar, é consentir". E isso nunca o farei!

Começa a cansar-me - confesso -, é a crescente "onda" de torpes e cobardes insinuações proferidas a 25 e 29 de Abril e até antes (por diferentes pessoas, diga-se), hoje repetidas por outros um pouco por toda a Vila, de que "eu matei o Serra"!

Acalmai os vossos ânimos e agressividade, até porque sabem bem que, com a actual composição da Comissão Política da Secção de Oeiras do PSD, nunca serei indicado como candidato do meu Partido nas Autárquicas de 2009...

Reproduzo abaixo um documento de renúncia de mandato que, apesar das insinuações e inverdades nele contidas, ainda é o mal menor.

Fica a certeza de que, se tais atitudes continuarem, serei obrigado a proceder em conformidade com a gravidade da "acusação"... Até porque há testemunhas das recentes afirmações!

 

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Publicado por rui.freitas às 01:34
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Que "milagre"...!

Acontece tão poucas vezes no ano que, quando ocorre, quase parece um "milagre".

Refiro-me à actualização do site da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, que hoje apresenta não uma mas duas novidades: a composição do actual elenco executivo da Autarquia (ler aqui) e o anúncio da realização do "Passeio Anual Sénior", que se realiza no próximo dia 20 do corrente (ler aqui).

Quanto ao primeiro caso, mantenho a dúvida legal por mim suscitada na Assembleia de Freguesia de 29 de Abril...

No que se refere ao segundo, desejo que se transforme num dia de alegria e divertimento para quantos nele participem.



Publicado por rui.freitas às 00:12
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Sábado, 10 de Maio de 2008
Bica e Pastel de Nata

Como tenho por hábito cumprir com as promessas que faço, fica aqui um desafio:

Pago uma bica + um pastel de nata a quem me responder correctamente (AQUI) a quatro perguntas:

1.ª - Quem é o mandatário de Pedro Santana Lopes para o Concelho de Oeiras?

2.ª - Quem é o coordenador da campanha de Pedro Santana Lopes no Concelho de Oeiras?

3.ª - Quem foi que disse, quando da minha intervenção na cerimónia de homenagem ao presidente João Serra, no dia 25 de Abril -, que eu "devia ter vergonha em estar ali, depois de 'matar' dois presidentes"?

(Esta é grave, muito grave, e terá a devida resposta no momento oportuno).

4.ª - Quem fez "coro" com o interveniente anterior, na Assembleia de Freguesia de 29 de Abril?

 

Nota: A oferta não é acumulável, ou seja, só quem responder acertadamente às quatro questões é que ganha o prémio... e não é uma bica + um pastel de nata por pergunta. É que a vida está má para todos. Ok?



Publicado por rui.freitas às 02:26
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Atestados Médicos

Recebi hoje este texto, por e-mail. Pela sua realidade, actualidade e aplicabilidade ao nosso País, não resisto em compartilhá-lo convosco.

Simplesmente delicioso!

 

Imagine que é professor, que é dia de exame do 12.º ano e vai ter de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora, esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida.
A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar a sua ausência na sala do exame.
Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões.
O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade.
Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida. Se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas. Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.

Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.
É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.



Publicado por rui.freitas às 00:43
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Quem nos acode? (2)

Quem leu o meu post colocado dia 4 e teve dúvidas da sua autenticidade, realidade e premência de actuação a nível mundial, espero que as tenha dissipado no decorrer do programa "Prós e Contras", transmitido dia 5 na RTP1, subordinado ao tema "Fim da comida barata".!

 

Concluo, por agora, com esta sábia frase:

"E que a Natureza se reparta entre as pessoas de maneira natural..."


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Publicado por rui.freitas às 02:27
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Domingo, 4 de Maio de 2008
Quem nos acode?

 

Na qualidade de mero cidadão, tentarei abordar hoje, de forma simples mas directa, alguns dos males que mais preocupam os portugueses, cidadãos anónimos tal como eu, para quem as grandes e profundas análises económico-financeiras apenas pretendem encontrar "razões" e desculpas para três questões que nos afligem: o desemprego (ou a sua precariedade), a perda de poder de compra e de regalias sociais e, por arrastamento, a fome que vem aumentando assustadoramente em Portugal.

Não sendo eu um desses “experts” em Economia que tudo sabem justificar, estou por isso sujeito a todas as críticas que me queiram fazer. Na certeza porém (penso eu), que estou a reagir da mesmíssima maneira que a esmagadora maioria do Povo português!

 

Trimestre sim, trimestre não, dizem-nos as “estatísticas” que ora baixa o número de desempregados, ora sobe, ora volta a baixar. E a verdade que o Povo “sente” é que, por mais números que nos atirem para os olhos, é raro o dia em que os noticiários ou as primeiras páginas dos jornais não nos dêem conta de mais uma, duas ou três fábricas e empresas a despedirem pessoal ou até a encerrarem definitivamente as suas portas.

Defendem alguns (muitos, mas nem por isso com mais razão), que tal se deve a factores como a escassa formação técnica dos trabalhadores portugueses, baixo nível de escolaridade, demasiado absentismo e/ou excessiva carga fiscal sobre as empresas.

Primeira pergunta deste post, necessariamente extenso:

Competirá apenas ao trabalhador procurar frequentar cursos de formação/actualização, sobretudo agora que - parece - a inadequação ao posto de trabalho poderá ser razão para despedimento com justa causa? Ou essa competência caberá, em primeira instância, ao empregador e ao Estado?

Admitindo alguma razão aos que apontam o baixo grau de escolaridade como “causa” para os casos de desemprego, não resisto então a perguntar: E os empregadores, alguns dos quais têm graus académicos inferiores aos seus empregados? E o Estado, que apesar de ter criado o programa “Novas Oportunidades” (criticável em certos aspectos mas louvável noutros), descura cada vez mais a Educação e prima pelo laxismo na aprendizagem?

A esse propósito, todos nos lembramos certamente dos largos milhares de jovens com elevada formação académica que, das duas uma: ou continuam a penar e a bater de porta em porta à procura de emprego, ou são obrigados a aceitar a precariedade de um emprego cuja retribuição mal dá para (sobre)viver.

Penso que, quanto à inadequação ao posto de trabalho, estamos conversados, apontando eu as mesmas causas/efeito atrás referidas.

Expliquem-me, então, porque razão os trabalhadores portugueses emigram e o seu trabalho, dedicação, pontualidade, produtividade e competência é altamente reconhecida nos países que os acolhem?

Será porque nesses países os empregadores são obrigados a cumprir regras sérias e a pagar pelo justo valor a força do trabalho? Acho que sim, até porque em empregado que se considere justamente pago estará necessariamente mais motivado para trabalhar melhor!

A propósito da descida da taxa de desemprego, recordo esta notícia publicada a 10/12/07 no “Jornal de Negócios On-line”:

Governo revê previsões em alta - Desemprego vai permanecer acima dos 7% nos próximos dois anos”.

 

Para não induzir em erro seja quem for, devo acrescentar também duas ou três coisas mais: defendo a existência das empresas e do sector privado, defendo que “o mercado tem e deve funcionar” livremente (com regras claras, naturalmente), defendo que a vertiginosa produção legislativa dos últimos três anos tem dificultado essa regra, submergindo as empresas numa autêntica teia de leis (quase sempre rectificadas com demasiada regularidade, sinal de que são “escritas sobre o joelho”) e defendo, finalmente, que deve haver “menos Estado mas melhor Estado”. O que não tem acontecido, convenhamos!

Dir-se-á: os portugueses (desempregados, empregados e empregadores) queixam-se da crise desde sempre. É parcialmente verdade... e algumas vezes sem razão.

Nesta fase, entram os tais “experts”, defendendo-se com o aumento nas vendas de carros de gama alta, apartamentos luxuosos e, entre outras razões, o acréscimo no aparecimento de condomínios privados, com porteiros, seguranças, câmaras de vigilância, etc., etc., etc. Esquecem-se de dizer que, essas mordomias, são privilégio de alguns poucos, a excepção e não a regra!

 

Não raras vezes, diz-se que - por exemplo - os construtores civis estão “podres” de ricos, mas a realidade mostra que pequenos e médios construtores andam “de corda ao pescoço”, devem à Banca e ao Fisco e muitas vezes aos próprios trabalhadores, enquanto as grandes empresas de Obras Públicas continuam a registar mais ganhos do que perdas.

Como podem constatar por estes títulos:

Lucros da Soares da Costa mais que duplicam para 7,6 milhões”;

Teixeira Duarte adquire empresa no Brasil por 23 milhões de euros”;

Sonae Capital vende Contacto à Soares da Costa por 81 milhões de euros”;

Lucros da Martifer sobem 170% para os 8,1 milhões de euros”;

Soares da Costa prevê volume de negócios de 780 milhões de euros em 2008”;

Em 2008 - Mota-Engil prevê crescimento do volume de negócios superior a 10%”;

Subsidiária da Cimpor no Perú inicia construção de nova fábrica em 2008”;

Resultado líquido da Cimpor sobe 4,2% para os 304,1 milhões de euros”.

Vejamos, entretanto, o sector bancário:

Lucro diário de 5,5 milhões de euros”;

UBS sugere potencial de valorização de 95% para o Banif”;

Empresa do Grupo Espírito Santo ganha contrato de 190 milhões em Angola”;

BES espera superar 850 milhões de lucros em 2010”;

Bancos estão a praticar “spreads” mais altos e a aumentar a restritividade”.

(O resultado do “bombardeamento” feito pelos bancos aos cidadãos, para incentivarem o consumo, dá nisto: “Crédito malparado cresce mais de 10% em Fevereiro”).

Ou os ligados (de uma ou outra forma) ao Estado/Governo

Galp dispara mais de 7% e triplica preço da OPV”;

Galp Energia lucra 377 milhões e falha estimativas dos analistas”;

(mesmo assim, falhou por defeito...).

Estado vai receber da EP uma renda de 124 milhões de euros nos primeiros anos”;

Acções podem subir 21% em 2008 -  Tabaco é o melhor refúgio em tempos de crise”;

Anacom dá 7,45 milhões de euros ao Estado”;

EPAL com lucros de 24,4 milhões de euros em 2007”;

Lucros da TAP mais que quadruplicam para os 32,8 milhões”;

(mas a transportadora aumentou a taxa de combustível para a Madeira).

EDP adquire activos eólicos em França por 51,3 milhões de euros”;

Lucro dos CTT sobe 8,7 por cento”;

Petróleo: Petrolíferas sob investigação - Aumento rende mil milhões em quatro meses”.

O próprio Governo, que criticou (bem) e (aparentemente) investigou o BCP por deter contas em “off-shores”, é agora confrontado com esta notícia:

Sócrates defende utilização de “off-shores” para rentabilizar dinheiro do Estado”. (Viva a "moral"...).

E que fez ou faz o Governo, para “emagrecer” o peso do Estado? Entre outras coisas idênticas, faz isto:

Administração Pública: Despesa cresceu 155 milhões. Serviços externos custam 958 milhões”.

(Claro que “é porreiro, pá!”).

Mas, também já nada me espanta, pois contrariando as previsões pessimistas de organismos como o Banco Mundial, o FMI e a OCDE, por exemplo, o optimismo do primeiro-ministro leva-o a afirmar isto: “Sócrates garante que "a crise orçamental está ultrapassada"”, enquanto Durão Barroso lhe segue as pisadas, dizendo isto: “Não temos qualquer razão racional para recear a recessão” e o presidente do Banco de Portugal garante isto: “Constâncio diz que Portugal vai crescer mais que a Zona Euro em 2008”.

Mesmo abordando apenas sectores como os atrás referidos, congratulemo-nos por haver “Dez empresas portuguesas na lista das maiores empresas do mundo”.

É caso para perguntarmos: será que vivemos todos no mesmo Mundo e País?

Todavia, o nosso “fado” não se fica por aqui, já que mais e más novidades pairam no horizonte próximo dos portugueses, entre as quais, esta: “Negociações para introdução de portagens nas SCUT retomadas há um mês”. Pensavam que estava esquecida e que a promessa seria para cumprir? Boas almas, é o que eu digo!

E admiram-se do resultado desta sondagem de 27 de Março? Eu, não: Sondagem Exame/Gémeo - Sócrates considerado o pior primeiro- ministro de sempre”.

(Notícias retiradas de “Jornal de Negócios On-line” e “Correio da Manhã”, com a devida vénia).

 

Só que, actualmente, a crise é cada vez mais real - as famílias no desemprego aumentam, a designada classe média-alta esfumou-se, a classe média-baixa vai pelo mesmo caminho e a “pobreza envergonhada” tende a crescer todos os dias.

Cada vez mais “regularizados” pela União Europeia, os portugueses bem podem fazer um esforço e recuar mentalmente alguns anos, quando a CEE (depois UE) pagava (leia-se, subsidiava) a compra de embarcações pesqueiras; plantação de girassol, kiwi, beterraba e vinha; aumento da produção de vinho, azeite, leite e derivados.

Que aconteceu depois? A UE voltou a pagar (leia-se, subsidiar) o abate de embarcações pesqueiras; arranque da vinha, kiwi, beterraba e girassol; redução na produção de vinho, azeite, leite e derivados, chegando mesmo a aplicar duras coimas “por excesso de produção” (lembro-me do leite açoriano, por exemplo!).

Leite, azeite, margarina e manteiga pura e simplesmente destruídos, devido a “excesso de produção”? Em que cabeça cabe tal crime contra a Humanidade? Sim, porque já havia fome no Mundo... Hoje, infelizmente, num crescendo exponencial!

Repito a pergunta: será que vivemos todos no mesmo Mundo?

 

 

Agora, porque - dizem os “experts” de sempre - escasseiam as reservas de petróleo, porque os “sheiks” ganham demasiado (embora digam que a culpa não é deles), porque as petrolíferas somam lucros astronómicos e “cartelizam” os preços (também garantem que não), os nossos (des)governantes (portugueses, europeus e mundiais) descobriram no bio combustível (em Portugal, a “Produção de bio combustíveis deverá começar antes de 2010”).

 

 

 

 

Só que, esta, parece já não ser a solução ideal, pois tem levado muitos agricultores em todo o Mundo a produzir apenas a matéria-prima para o novo combustível, abandonando outras culturas (ou cultivando apenas para a produção do novo “ouro-verde”), o que tem provocado a escassez mundial de cereais e arroz, base alimentar de muitos povos e contribuindo assim para a morte a curto prazo de milhões de seres humanos.

E quanto à nossa produção agrícola, “asfixiada” pela PAC, pela desertificação do Interior do País e pelo avanço da construção desregrada e desmesurada em anteriores campos de cultivo?

 

 

 

O que parece ser prioritário, é iniciar guerras, vender armas que custam milhões e milhões ao “inimigo” que, ontem, era “amigo” e “aliado” (o mais recente obus das forças armadas dos EUA custa “” 250.000,00 dólares cada um...), justificando, justificando sempre que a culpa é de todos nós!

 

Quadro negro e exagerado? Penso que não!

Se acham que sim, perguntem aos responsáveis dos 23 (creio) Bancos Alimentares existentes em Portugal, que já quase não sabem como responder à crescente procura de alimentos!

Resta-me perguntar: quem nos acode?



Publicado por rui.freitas às 04:55
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Sons e sabores africanos

O Restaurante Nova Morada, sito à Av. dos Fundadores, 59-A, no Alto do Mocho, promove amanhã uma noite especial, "recheada" de Sons e Sabores Africanos.

Para além da Ementa normal e diária, será possível degustar (e recordar) especialidades como a Moamba, Caril de Camarão ou de Amendoim, Cachupa e Matapa, delícias que serão um irresistível convite para quantos as apreciam.

O convite está feito; resta marcar mesas (21 443 37 10) e levar os amigos... a partir das 19H30.



Publicado por rui.freitas às 23:10
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À atenção da Ministra, PGR, Primeiro-ministro, etc...

Sem comentários!



Publicado por rui.freitas às 05:09
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
O "Cais da Linha", está de volta

 

"Mea culpa", admito, embora absolutamente não intencional... como o Nuno Mendes bem saberá, mas só hoje me lembrei que não vos tinha dado conta do regresso deste imprescindível blog ao nosso convívio!

É verdade... o "Cais da Linha" está de volta à blogosfera (clicar na imagem, para aceder ao blog) e, espero eu, para ficar por muitos anos e bons. Sobretudo numa altura em que mais falta faria!

Bem-vindo de volta, Nuno. Senti - sentimos todos - a tua ausência... Fazias falta e, por isso, regressaste, a 19 de Abril.

No momento exacto, digo eu...

Como escrevi no teu blog, "Há outros e novos caminhos a percorrer".

E todos não somos demais. Pelo menos, os puros não são demais!

Daqui, um Abração forte!



Publicado por rui.freitas às 05:44
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Um doce para quem adivinhar...

Qual o "outro" Vereador da CMO que esteve presente na Assembleia de Freguesia de Paço de Arcos de 29 de Abril, ao lado do Vereador do PS, Dr. Carlos Oliveira...?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda não adivinharam?

Ah! Estava a ver que não! Exactamente este, referido a 24 de Abril no "Diário Digital".

   (Foto CMO, com a devida vénia)

Diga-se, em abono da verdade, que a primeira "tentativa", ocorreu durante a presidência de Luís Marques Mendes... e não resultou nem podia resultar;

Com Menezes, "a porta entreabriu-se";

Agora, com o "vazio de liderança", era a oportunidade única e última de o fazer!

"As boas acções ficam com quem as pratica"... digo eu, que até integrei o seu "Mudar de vida", projecto esse que terminou com a mudança para "o outro lado"!



Publicado por rui.freitas às 03:55
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