Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Perguntar, não ofende...

Contados os votos, encerrado o acto eleitoral de ontem, deixo-vos com algumas considerações e algumas perguntas.

Em termos gerais, as "cores" que formarão o futuro executivo camarário, mantêm-se iguais a 2009: IOMAF = 5 mandatos, PPD/PSD = 3 mandatos (passando de terceira para segunda força mais votada), PS = 2 mandatos (trocando, como explicado atrás, com o PPD/PSD), PCP-PEV [CDU] = 1 mandato, enquanto que na Assembleia Municipal o IOMAF e o PS perdem dois deputados, o PPD/PSD e o PCP-PEV ganham mais um cada, o BE segura um e surgem duas "entradas": o regresso do CDS-PP e o novo PAN. Nas Assembleias de Freguesia, passou-se dos anteriores (2009) 136 eleitos para os actuais 87, sendo que as três principais forças (com IOMAF à cabeça) perderam mais eleitos, o PCP-PEV manteve os 11, o BE passou de 1 para 3 presenças e o CDS-PP elegeu dois cidadãos.

A abstenção acabou por "vencer" novamente e de forma mais expressiva para todos os órgãos autárquicos, passando de 46% para cerca de 54%. Porque será?

Vamos agora às perguntas, pois passadas pouco mais de 24 horas, já se ouvem certos "rumores" menos abonatórios.

1 - Terá o IOMAF necessidade de se coligar com outra força política, para fazer "passar" as suas propostas? Se sim, com quem?

2 - Os eleitos do PPD/PSD aceitarão pelouros (se lhes forem atribuídos) ou assistir-se-á ao mesmo triste espectáculo protagonizado no mandato que ora termina?

3 - Mais importante ainda: os três eleitos do PPD/PSD (Moita Flores, Alexandre Luz e Eduarda Godinho) integrarão o executivo? Ou renunciará algum deles (ou os três?), dando assim lugar a outros candidatos não eleitos directamente?

4 - A escolha dos candidatos às freguesias de Barcarena e Porto Salvo (onde o partido foi 3.º), pelos responsáveis do PPD/PSD Oeiras, terão sido as melhores?

5 - Uma "borracha virtual" apagará a "curiosidade" de saber como, quanto e porquê foram tomadas algumas opções bastante erradas e/ou polémicas dos mandatos 2005/2009 e 2009/20013?

Por agora, fiquemo-nos por aqui, renovando os votos de sucesso a todos os eleitos.



Publicado por rui.freitas às 23:47
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Fim das sondagens sobre o PDM Oeiras

Tomei a liberdade de lançar aqui duas sondagens (onde apenas um voto por IP era permitido) acerca do que pensam os munícipes sobre a Revisão do Plano Director Municipal de Oeiras.

À primeira, responderam 18 pessoas; à segunda, apenas oito, infelizmente.

Assim sendo, e sem prejuízo de continuar a publicar o que falta do documento "Parecer Final da Comissão de Acompanhamento" do dito PDM, a partir de amanhã, terminam as sondagens sobre o mesmo.

A todos quantos se interessaram e votaram, os meus agradecimentos.



Publicado por rui.freitas às 23:14
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29 de Setembro, no Município de Oeiras

Aguardei até as 2:55 da madrugada, na expectativa de que encerrasse a última mesa de voto para a União de Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, de acordo com o site da Câmara Municipal de Oeiras. Dado que esse facto não iria alterar (penso eu) o resultado final, optei por vos dar a conhecer os resultados eleitorais no Município, mesmo sem essa mesa e por este ordem: Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.


 

Verifica-se, portanto que, para a presidência da CMO, o IOMAF surge em primeiro lugar (33,45%), o PPD/PSD em segundo (19,15%) e o PS em terceiro (18,34%). Para a AMO, o IOMAF obtém o primeiro lugar (30,50%), o PS o segundo (18,88%) e o PPD/PSD o terceiro (17,94%).

No entanto, segundo o site do Autárquicas 2913 do Ministério da Justiça, tais resultados, à mesma hora, eram algo diferentes.

 

 

Como se constata, para a CMO, o IOMAF surge em primeiro lugar (29,42%), o PS em segundo (20,64%) e o PPD/PSD em terceiro (19,75%); para a AMO, o IOMAF volta a vencer (26,61%), surgindo o PS em segundo (21,13%) e o PPD/PSD em terceiro (18,43%). Desconheço a razão para tal discrepância.

Sem prejuízo de outras leituras que possa fazer nos próximos dias, penso que os presentes resultados possam vir a servir para que as estruturas concelhia, distrital e nacional do Partido Social Democrata tirem as devidas necessárias e urgentes ilacções, alargadas ao resto do país.

A todos os autarcas eleitos, resta-me desejar-lhes os maiores sucessos na sua missão de SERVIREM o Município e as Freguesias, honrando assim quantos neles acreditaram.



Publicado por rui.freitas às 02:55
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013
Até já!

 

 

Dentro de 30 minutos, encerra o período legal dedicado às campanhas dos partidos, coligações, movimentos e cidadãos independentes (alguns dos quais, mais ou menos...) que concorrem aos três órgãos autárquicos em todo o país: Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia. Três órgãos, repito, posto que, passados 39 anos sobre o 25 de Abril, a esmagadora maioria dos eleitores continua a desconhecer que o Presidente de Junta não é eleito directamente; tal cargo é ocupado pelo cidadão que encabeça a lista mais votada para a Assembleia de Freguesia.

Excluindo o período da chamada pré-campanha, decorreram 15 dias em que todos os candidatos e candidatas tentaram fazer chegar aos portugueses as suas propostas para a Autarquia Local a que concorrem; uns, de forma mais "profissional", mais acutilante, mais apelativa; outros, consoante as capacidades de mobilização e inventivas, de acordo com as possibilidades financeiras. Domingo à noite, independentemente das muitas sondagens, se saberá quem foram os escolhidos nessa sondagem soberana que é o voto dos eleitores, iniciando-se, então (ou não), um novo ciclo.

Decidi que é tempo do "Pinhanços dixit..." seguir esse exemplo: começar um novo ciclo.

Porquê? Porque, passados que são sete anos e sete meses sobre o seu "nascimento", alguns dos propósitos que levaram à sua criação estão esgotados ou em vias de o estarem.

Decorria o mês de Fevereiro de 2006, quando entendi que a voz do partido pelo qual tinha sido eleito para a Assembleia de Freguesia de Paço de Arcos não chegava aos eleitores que em mim tinham confiado; isto é, resumia-se ao "circuito-fechado" dessa mesma assembleia, usualmente frequentada por pouco mais de meia dúzia de habituais participantes nas mesmas. Em Maio desse mesmo ano, introduzi neste blog um contador de visitas, e hoje, com 298.885 visitantes apurados - aos quais agradeço sinceramente -, posso orgulhar-me de dizer que o "Pinhanços dixit..." (um blog sem censura, aberto a todos e onde apenas dois comentários de teor racista foram por mim "cortados") foi lido por 3.396 pessoas por mês e que o total de 1.452 post mereceu 5.885 comentários. Não foi, não é tarefa fácil, para uma só pessoa, manter o "fôlego" inicial, como é evidente, razão pela qual a minha presença escasseou nos últimos meses, a ponto de, em Agosto, tar alertado já os leitores para a mudança que se impõe. Irei encetá-la pouco a pouco e apenas após os resultados eleitorais do próximo domingo, altura em que - estou certo -, mais uma vez, muitas "camisas", "casacos" e "camisolas" voltarão a ser trocadas...

O "Pinhanços dixit..." continuará a existir, para mágoa de alguns e regozijo de outros. Sujeitando-me à crítica que reconheço ir desencadear, mas fiel à minha forma séria e coerente de estar na vida - mesmo na vida política que acreditei poder ser feita a sério mas que praticamente já abandonei -, devo igualmente confessar que o cansaço foi pesando ao longo dos anos, sobretudo porque, tendo "dado a cara" por muitos companheiros de jornada, tendo estado ao lado daqueles que decidi apoiar, poucas vezes senti existir tratamento igual, salvo raríssimas excepções. Conto pelos dedos das mãos as vezes em que, nestes sete anos e sete meses, ouvi palavras de ensejo ou um simples: "precisas de alguma coisa?". E sim, precisei...

Que fique claro que não me arrependo e, seguramente, voltaria a fazer tudo aquilo que fiz, a dizer e a escrever tudo aquilo que disse e escrevi, pois como sempre disse: quando me olho ao espelho, gosto da imagem de honestidade e seriedade que ele me devolve! Reafirmo o que escrevi nos primeiros post deste blog: todos quantos decidiram deixar o Partido Social Democrata para integrarem outros partidos ou movimentos, raríssimas vezes foram aqui referidos; já aqueles (muitos) que, "apostando em dois cavalos", optaram por manter "um pé cá e outro lá", esses, sim, foram o meu principal alvo de crítica. E mesmo quando errei, garanto que não me custou apresentar-lhes aqui as minhas desculpas.

Olhando para trás, apenas lamento; lamento que muitos daqueles que apelidei de "laranja/verde-alface" (termo hoje utilizado por outras pessoas e noutros "blogues", felizmente) continuem a "navegar na crista da onda" e (plagiando o termo brasileiro) com a vidinha "numa boa". Não porque tenham sido "espertos" a esse ponto, mas porque no PSD concelhio, distrital e até nacional, houve sempre quem os acolhesse de volta, os libertasse de novo, para de novo os vir a acolher. A isso, designei e designo por promiscuidade, coisa com que não pactuo.

Renovando o meu agradecimento a quantos tiveram a paciência de me ler, quero dizer-lhes: Até sempre, até já!



Publicado por rui.freitas às 23:30
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Terça-feira, 24 de Setembro de 2013
Por esta, muito menos... Bom exemplo!

 

Não esperava... Mesmo!



Publicado por rui.freitas às 01:52
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Por esta, não esperava eu...


Publicado por rui.freitas às 01:23
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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
Fiquei com uma dúvida...

Será "laranja/verde-alface" ou "verde-alface/laranja"?

De qualquer forma, obrigado pela "homenagem" ao "Pinhanços dixit..."

Atenção ao STOP! Acabou-se o camião TIR...



Publicado por rui.freitas às 00:58
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Sábado, 14 de Setembro de 2013
Revisão do PDM de Oeiras

Terá mesmo que ser uma "fatalidade"?

É possível sair deste imbróglio?

Claro que é! Basta apenas que os munícipes de Oeiras o queiram, interessando-se em conhecer em pormenor este importante documento que marcará o seu (nosso) futuro.

Quero recordar, no entanto, que, fiel ao seu compromisso "editorial", o "Pinhanços dixit..." iniciou - no já relativamente longínquo dia 12 de Fevereiro - a publicação do Parecer final da Comissão de Acompanhamento, continuada no dia 19 do mesmo mês, sob os títulos "Vamos urbanizar Oeiras inteira? Vamos..." e "Revisão do PDM de Oeiras - Parecer final da Comissão de Acompanhamento (II)", os quais mereceram tão somente um  e zero comentários, respectivamente! Perante tão escassa participação dos leitores, decidi não continuar a publicar (como anunciara) as restantes partes do extenso Parecer (70 páginas), voltando ao actualíssimo tema em Julho, Agosto e Setembro; ao que tudo indica, com igual desinteresse dos leitores/munícipes.

Todavia, porque tenho a noção de que, felizmente, existem pessoas para quem o conhecimento acerca da Revisão do PDM de Oeiras é de vital importância, farei hoje a última tentativa e desafio à sua participação, alertando apenas que, pela minha parte, dificilmente me deslocarei à CMO, propositadamente, para o consultar e aqui divulgar; quanto muito, fá-lo-ei apenas para minha informação!

O alerta que hoje publico, não é de minha autoria (embora já tenha feito o mesmo a 12 de Fevereiro), mas sim de entidade que sabe bem melhor do que eu o crime que está prestes a cometer-se no município que se diz "de referência" nacional e até internacional.

Trata-se de um Comunicado de Imprensa da , cujo título é:

Plano Director Municipal de Oeiras

Proposta do executivo camarário é um ataque ao ambiente

"O executivo autárquico de Oeiras propõe para o Plano Director Municipal algo inédito no ordenamento territorial ou na conservação da natureza em Portugal - transformar o município no primeiro território totalmente urbano e urbanizável. Esta ideia coloca em causa a legislação, as regras de planeamento e urbanismo e todos os princípios de precaução que gerem a legislação ambiental do país. O actual projecto de PDM mantém as mesmas características que levaram a proposta inicial a ser chumbada pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, e a LPN considera que o executivo não tem poder para contornar a lei. A proposta apresentada quebra legislações em vigor a nível nacional (Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território - PNPOT - e Plano Regional de Ordenamento do Território - PROT) e internacional - EDEC (Esquema de Desenvolvimento do Espaço Comunitário), além de várias outras, destrói recursos não renováveis, aumenta dramaticamente o risco de cheias, num concelho com riscos elevados (cheias dos anos 60 e 80). A lógica por trás da sua aplicação está subjugada a um conjunto de projectos que o executivo considera estratégicos, com localização já definida, sem ter em conta a actual situação de excesso de terrenos construídos, e de habitação devoluta e insustentável, ao invés da promoção da organização do território que defina uma estratégia para o desenvolvimento sustentável, baseada na Agenda 21 local e suportada em políticas e programas estruturantes e sustentáveis para o município, que reduzam o risco, salvaguardem a qualidade de vida e os recursos. A proposta regulamenta os usos do solo "a contrario sensu" da proposta de Lei de Bases do Solo e do Ordenamento do Território (LBSOT), actualmente em discussão pública, a qual condicionará  as expansões urbanas à justificação prévia da sua pertinência, mediante obrigatórios estudos de viabilidade financeira (pública e privada) e de carências reais de património edificado.  Ao ser apresentada em vésperas da promulgação da LBSOT, esta muito inoportuna proposta de PDM irá causar uma forte e desnecessária conflitualidade entre a Política Nacional de Ordenamento do Território e as opções político-administrativas tomadas pela edilidade de Oeiras, donde resultarão seguramente inúmeros pleitos judiciais. A proposta não salvaguarda os melhores solos de Portugal (os Vertissolos de basaltos, os Luvissolos de calcários, os Fluvissolos), isto é, não respeita a RAN. Não tem em conta o aumento dos leitos de cheia pela impermeabilização de zonas de màxima infiltração, das zonas mais declivosas, nem das zonas de escoamento, isto é, não respeita a REN, causando por isso riscos e degradações inaceitáveis. Existe em Oeiras um subaproveitamento das infraestruturas e capacidades da área urbanizável prevista no PDM de 1994. É necessário conter, concentrar e densificar as áreas urbanas para optimizar a boa rede montada. Transformar todo o concelho num grande perímetro urbano é desfigurá-lo e prepará-lo para uma discrecionaridade imprevisível, decidida caso-a-caso e com um potencial monumental para a geração indevida de mais-valias urbanísticas.   Um território sustentável não pode ser reduzido ao imobiliário e às empresas de serviços. É necessário contemplar as vertentes ambiental e rural que estão presentes em todos os concelhos. Os serviços que os ecossistemas naturais prestam não são apenas os do conforto ou do paisagismo agradável - as funções de drenagem, de infiltração da água, de depuração do ar são inultrapassáveis. A gestão do território implica que nos terrenos predominantemente urbanos as infraestruturas verdes planificadas são imperativas para a segurança pública e para a saúde dos habitantes, quer falemos de zonas terrestres ou de zonas aquáticas.   Nesse sentido, a Liga para a Protecção da Natureza propõe que a alteração do Plano Director Municipal de Oeiras não possa aumentar a área de solo urbano já prevista para o PDM de 1994, que as áreas da Estrutura Ecológica Fundamental sejam classificadas como solo rural e que as áreas da Estrutura Ecológica Complementar em solo urbano sejam classificadas como espaço verde, que as áreas naturais de solo rural não possam ficar regulamentadas com a perspectiva de serem urbanizadas, que as redes de corredores verdes e rede ciclável tenham um verdadeiro programa de execução, que o uso agrícola fique explicitamente previsto em todas as áreas de solo rural, que as áreas verdes urbanas devam recorrer prioritariamente a recursos hídricos locais. Finalmente a LPN apela a que se cumpra a lei e que não seja possível ultrapassar localmente o fim de importantes ferramentas de gestão territorial, paisagística e de conservação da natureza".

Lisboa, 12 de Setembro de 2013

A Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza

 

Nota: Durante mais um mês, os leitores poderão responder a nova sondagem colocada no canto superior direito da página.



Publicado por rui.freitas às 00:50
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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013
Apagar o fogo com... gasolina

Para que os leitores do "Pinhanços dixit..." não sejam induzidos em erro pelo título, passo a explicar que não me refiro às centenas de fogos que têm flagelado o País, de Norte a Sul, e que já "assassinaram" (o termo é forte, mas justo) oito valorosos Bombeiros e Bombeiras de Portugal, a cujas famílias e corporações envio os meus sentidos pêsames.

O tema a que me refiro tem a ver com a justiça (em caixa baixa), ou melhor, com a sua branda aplicação.

 

Justi photo justiccedila_ateia_fogos.gif

O tema justiça (em caixa baixa, repito) não é consensual...nem nunca o será, certamente; há quem defenda que as leis são escassas e quem defenda o seu contrário. É minha convicção de que não existem leis a mais (embora, por vezes, admito, ache que há demasiada produção legislativa) mas sim deficientes, divergentes e, por vezes, inexplicáveis modos de a aplicar.

Ao pesquisar este tema em diversos órgãos de Comunicação Social, encontrei um pouco de tudo: desde o "vá em paz..." até a penas de 19 anos de prisão, bem como penas suspensas (com e sem indemnização às vítimas) e penas oscilando os três anos e pouco mais!

Deixarei para amanhã, a minha própria opinião acerca de um outro exemplo bastante actual do que escrevo: a limitação (ou não) às candidaturas autárquicas e, descansem. não vou analisar sequer as recentes decisões dos senhores juízes do Tribunal Constitucional...

Vou-vos falar deste outro flagelo: no primeiro semestre de 2013, já foram ASSASSINADAS em Portugal (pelos maridos, companheiros ou namorados) VINTE E DUAS MULHERES... As queixas, por seu lado, suplantaram o milhar!

E como procedem os senhores juízes e as senhoras juízas, em muitos casos? Assim:

 (in CM - 24-8-2013)


Será justa, esta decisão, agravada pelo facto de ter sido uma mulher, uma juíza, a não penalizar exemplarmente o agressor?

Infelizmente, muitos casos recentes vêm provar que a lei á aplicada, sim, mas com critérios díspares (o que serve para uns já não se aplica a outros) e, sinceramente, com demasiada leveza nas penas.

Eis outros exemplos daquilo que afirmo:

"Juiz lança dúvida e liberta violador" - in CM - 5-9-2013;

"Agride militar da GNR" - in CM 8-8-2013;

"Mulher espancada em casa por médico" - in CM 31-7-2013;

"Deixado à solta assassina mulher" - in CM 18-7-2013;

"Assim não vale" - in CM 1-9-2013.

Muitos mais exemplos poderiam ser dados, e não será desculpa dizerem-me que o Correio da Manhã é o jornal das "desgraças"; outros houve (incluindo televisões) a noticiarem diferentes actos de violência doméstica, violência contra crianças, idosos e até deficientes, o que é arrepiante!

Mas quero deixar-vos também esta autêntica "cereja no topo do bolo", descoberta por "brilhantes cérebros" norte-americanos; afinal, há apenas um e só um "culpado": o aquecimento global...

"Clima mais quente propicia violência" - in CM 02-8-2013.

 

Tenho para mim que os portugueses cada vez mais - e com toda a razão - descrêm "desta justiça", a mesma que, quase sempre, é forte com os fracos e branda com os fortes. Pudera!

A continuarem com estas decisões e atropelos, estou em crer que os senhores juízes e as senhoras juízas estão - voluntária ou involuntariamente - "a apagar o fogo com... gasolina".

Se vierem a precisar de um "bombeiro" ou "bombeira" (no sentido figurado) e ele/ela não aparecer, não se queixem!



Publicado por rui.freitas às 01:34
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Isabel Sande e Castro: a Ética na Política e Política com Ética

Quem tem por hábito seguir (ler e/ou comentar) este blog, sabe que, há uns anos, escrevi algumas críticas à pessoa que, hoje, merece a minha pública homenagem: Isabel Sande e Castro.

Segundo o blog Oeiras Mais Atrás, a presidente da Concelhia de Oeiras do CDS-PP, decidiu (quanto a mim, bem) retirar-se da lista candidata à Câmara Municipal de Oeiras, encabeçada pelo (ainda???) presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, Paulo Freitas do Amaral, tendo 10 outros militantes centristas seguido o seu exemplo.

Com esta atitude, Isabel Sande e Castro mostrou que não pretende "misturar-se" com um presidente "salta-pocinhas" e que, além do mais, há muito deixou de se preocupar com os Fregueses cruz-quebradenses, com a própria autarquia para a qual foi eleito e onde deixa péssimas recordações (para além de alguns "casos" deveras complicados e inexplicados).

Pena é (a confirmar-se o que se lê em "blogues" e redes sociais) que tenha mantido a sua candidatura à presidência da Assembleia Municipal de Oeiras. A "pedrada no charco" implicava, Isabel, o corte radical e total com essa candidatura. Perdeu uma oportunidade de ser verticalmente completa...

Todavia, Isabel Sande e Castro, ao tomar esta decisão, provou que não receia pressões vindas de dentro do seu próprio partido e, neste aspecto, com ela me identifico e a congratulo.



Publicado por rui.freitas às 01:06
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Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013
Ai João, João...

Ainda há uns dias, te lancei alguns "piropos" no Facebook (não dos que o BE quer proibir, não...), devido à forma como, a propósito de nada, te lançaste num sem-fim de acérrimas defesas ao trabalho desenvolvido por Paulo Vistas na CMO; pessoa em quem, aliás e como afirmaste no FB, irás votar. Estás no teu direito.

Naturalmente que aquilo que pode ser lido no blog "Oeiras Mais Atrás" (seguir link), já eu e muitas outras pessoas sabiam.

Foi uma opção, claro, mas eventualmente existiriam outras, digo eu... Preferiste o "follow the leader" iomafiano; resultado: o post que se segue.

 

"JOÃO Carlos Macedo VIEGAS, «assessor» do presidente da câmara municipal de Oeiras"

 

Actualização em 10-09-2013 (pelo próprio, via Facebook): "João Carlos Macedo Viegas Militante do PS há 30 anos, Assessor do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras Doutorado em Teologia, empresário, investigador, Vice-Presidente da Fundação Catelo Branco"... e domina os seguintes idiomas (mesmo os repetidos...): "

Grego ático, Latim clássico, Língua polaca, Língua italiana, Língua francesa, Língua inglesa, Língua castelhana, Français, Língua inglesa, Língua hebraica e Tailandês."


Publicado por rui.freitas às 01:23
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Domingo, 1 de Setembro de 2013
A "importância" do PDM-Oeiras

Há um mês, mais concretamente no dia 31 de Julho, lembrei aqui que a Revisão do Plano Director Municipal de Oeiras já se encontrava em discussão pública. Além disso, no lado direito superior do blog, incluí uma simples sondagem/inquérito, por forma a aquilatar do interesse dos leitores acerca deste importante documento municipal que poderá - ou não - melhorar o dia-a-dia de todos os munícipes, quer seja sobre a melhoria da mobilidade no concelho, quer seja sobre onde será ou não permitido construir habitação, empresas e serviços, quer ainda sobre o que poderão esperar os ditos munícipes, no futuro, sobre temas candentes como a Educação, Saúde, Ambiente, tec.

Ora, tendo este blog uma média de visitas mensais a rondar os 3.000 hits, sou levado a concluir uma de duas coisas: ou os munícipes/leitores/eleitores não estão, de facto, interessados em saber o que lhes reserva o futuro próximo do território onde habitam e/ou trabalham ou, então, o erro foi meu, no que respeita à formulação da sondagem/inquérito que, como então escrevi, continha perguntas simples, como forma de aguçar o apetite para novas sondagens. Temia escassa participação (como está escrito), o que veio, infelizmente, a acontecer, como podem constatar pelo gráfico abaixo - 18 participações em quase 3.000 visitas...

 

 

Logo verei se valerá a pena continuar!



Publicado por rui.freitas às 01:29
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