De facto, é como sempre digo: há coisas que nunca deixam de me espantar! O Processo Comum 2636/06.7TAOER, que correu no 3.º Juízo Criminal de Lisboa, a 11.01.2012 e foi presidido pela Meritíssima Juiz, Dra. Paula Cristina Antão, é o mais recente e claro exemplo do que atrás afirmei.
Para que percebam melhor do que falo, começo pelo fim, reproduzindo o documento publicado no "Jornal da Região - Oeiras", de 16 do corrente. Isto, apesar do referido documento já ter sido enviado por alguém a vários endereços electrónicos... incluindo o meu, que já o tinha digitalizado e apenas aguardava algumas confirmações para o publicar.

(clicar no documento, para ampliar)
A história é simples, o blog em causa "deu que falar" durante anos, era lido diária e gulosamente por milhares de pessoas e conseguiu deixar muita gente a desconfiar de tudo e de todos. O epílogo, sendo simples, não deixa de ser caricato e, confesso, só depois de ter lido o Despacho, acreditei...
Uma fonte do próprio 3.º Juízo Criminal de Lisboa (que se identificou, até porque a decisão é pública e pode ser consultada livremente), tinha-me já confirmado que "o processo foi arquivado, por desistência da queixa e acordo"! Assim, sem mais...
Vamos aos factos:
- É publicamente sabido que, durante a sua existência, o blog conhecido como "O Politicopata", escolheu como "alvo" prioritário o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais;
- É também publicamente sabido que, durante anos, a verdadeira identidade do autor foi desconhecida;
- É publicamente sabido que, quer Isaltino Morais quer muitos dos seus próximos, tentaram tudo para saberem de quem se tratava.
O que poucos souberam, foi que esse dia chegou e Isaltino Morais (desconheço como e/ou por quem, lá descobriu) não hesitou em processar o administrador do dito blog, a quem exigiu uma indemnização de 15.000,00 euros. Tudo bem... estava no seu direito.
Muitos menos ainda, souberam que o Tribunal lhe deu razão. Só que prevaleceu o chamado acordo entre as partes e o valor exigido desceu de 15.000,00 para 500,00 euros (qualquer das verbas, segundo sei, seria para entregar depois a uma IPSS a designar).
Caso encerrado? Enganam-se, não estava, não senhores.
Afinal, a indemnização acabaria por tornar-se apenas simbólica e no valor de... UM EURO!
Espantados? Calma, porque o melhor da história vem já a seguir:
O "Pedido de Desculpas Público", acordado perante a Meritíssima Juiz Dra. Paula Cristina Antão, foi publicado no já referido jornal, mas também no "Correio da Manhã" (como consta do Despacho).
Quem pagou, quem foi?
Pois é... Não, não foi o arguido, mas sim o assistente, Isaltino Morais! Leram bem, leram...
Porquê? Só Deus e os intervenientes saberão!
Nota: Sublinhar apenas que era minha intenção tornar ilegíveis os nomes dos progenitores de Nuno Chabert e que só o não fiz, após autorização dada pelo mesmo a 24.02.2012.
De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 27 de Fevereiro de 2012 às 13:07
Viva, caro Rui! Quem é vivo, sempre aparece como soe dizer-se. E de que maneira! Gravando IPs, contando uma história que não lembra ao diabo. É bom tê-lo de volta e cá estamos, como de costume, para abrilhantar a festa com a certeza que os modernos oligarcas não o vencerão. Um abraço
Caros Os 3 Mosqueteiros (27 de Fevereiro de 2012 - 13:07), sendo certo que não estive a estudar em Paris, a verdade é que há momentos em que devemos saber "tirar férias", que é como quem diz, afastar-nos dos "mentideros", das tricas e trocas, das guerras, guerrinhas e guerrilhas... porque isso, quer queiram quer não, também acaba por cansar qualquer ser humano. Mas, eis-me de volta, vivo, mas ainda não de saúde recuperada.
É bom ter-vos também de volta, pois é sinal de que continuam atentos (mesmo à gravação de IP's...).
Que a história não lembra ao diabo, apenas confirma a minha estupefacção (sem "acordo ortográfico") quando a conheci em pormenor, já que apesar de dela ter tido notícia, preferi esperar para veer... Mas que foi assim, tal qual a divulgo aqui, podem estar seguros que foi.
Bem podem as oligarquias pretender vencer-me, que não o conseguem, posto que não tenho "rabos de palha"; a única coisa que me desgosta, me frustra e me "derruba" momentaneamente, são o ostracismo e as traições, nada mais, já que não procuro honrarias nem glórias. Bom, mas fiquemo-nos por aqui...
Por agora, claro!
De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 28 de Fevereiro de 2012 às 13:39
"...As suas paixões, geralmente absorventes, cegavam-no com facilidade, exaltando-lhe a imaginação até ao delírio. A maneira como este homem acusava e perseguia os inimigos supostos ou verdadeiros diz-nos muito sobre a sua índole...", diz o historiador Manuel Domingues a propósito da perseguição que o Marquês de Pombal moveu a Francisco Salvador, suposto agente dos judeus no comércio dos diamantes.
E adianta " ...contudo, a sua visão objectiva dos problemas levou-o a procurar a forma prática de resolvê-los. Esta crise revela-nos o homem de pulso firme que ele foi sempre que se encontrou em posição de comando..."
É sabido que mais tarde o odiado Salvador foi convidado pelo próprio Marquês a fazer parte dos seus empreendimentos. Coisas estranhas!
Nesta Oeiras,das feiras esotéricas, onde muitos reencarnacionistas se passeiam pela corte, há muitas coisas que não mudaram...
Caros Os 3 Mosqueteiros (28 de Fevereiro de 2012 - 13:39), está tudo dito!
De
Diogo a 29 de Fevereiro de 2012 às 00:41
Não consigo compreender porque é que Isaltino troca 500 euros por um euro. Habitualmente, não é isso que ele faz!
Caro Diogo (29 de Fevereiro de 2012 - 00:41), foi o que eu pensei mas, afinal, ainda pagou os anúncios...
A isto, chama-se magnanimidade!
De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 29 de Fevereiro de 2012 às 13:32
Ainda na mesma obra de Mário Domingues, sobre o marquês de Pombal: " ...aos adversários aliciava pelo suborno". Ao cardeal Torregiani, secretário de Estado do Vaticano, "...fez ofertas valiosas de açúcar e de barris de vinho da Madeira e de Carcavelos, este das ricas propriedades que Sebastião José possuía na região de Oeiras. Em Julho de 1759 o rei fizera-o conde de Oeiras, à guisa de prémio pela maneira como se houvera na dramática emergência do atentado. E esta mercê dava às perseguições aos nobres e aos jesuítas o cunho de aprovação real..."
Quem não tem mercês...está feito! Não é, ó Rui?!
A quem o dizeis, Mosqueteiros; a quem o dizeis...
De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 1 de Março de 2012 às 13:11
Interessante esta obra de historiador Mário Domingues que aqui temos vindo a "enxertar". Agora o conde de Oeiras ainda não era conde: " ...A Justiça, salvo raras excepções, não passava de um negócio dos juízes, que se deixavam peitar com assombrosa facilidade, e as testemunhas, como mercenários, contratavam-se às portas dos tribunais, para deporem consoante o interessado desejava. O funcionalismo dir-se-ia uma barafunda organizada para um único fim: justificar os vencimentos de burocratas incompetentes, presunçosos e mandriões..."
Onde é que já vimos isto, há pouco tempo?
De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 19 de Março de 2012 às 15:48
Então, ó Rui?!
Não nos diga que se calou de vez ou será porque agora o silêncio é de ouro...?
Passamos por cá para saber da sua saúde! Está melhorzinho? Um abraço destes seus
3 Mosqueteiros de Oeiras
P.S- Não se esqueça que nos deve uma cerveja, isto é, uma a cada um...
Caros Mosqueteiros (19 de Março de 2012 - 15:48), sempre ouvi dizer que, de facto, o silêncio é de ouro mas, neste caso, não tem nada a ver...
Obrigado pelos votos de melhoras e, repito, aguardo que me digam quando e onde vamos tomar as "bejecas"!
De Internauta a 11 de Abril de 2012 às 23:49
Parece que estão de volta e, com muita coisa para contar!
http://olixonopsd.blogspot.pt/
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