Não sou economista e nem sequer cliente do Millennium-BCP, fortes razões para não "me ter metido" na salganhada orquestrada por socretinos e quejandos, como forma de dominarem o maior Banco privado português, conjuntamente com a CGD e o BP.
Daí a minha natural satisfação ao ler, no "Jornal de Negócios on line", que o ex-ministro das Finanças completou e apresentou uma lista candidata às eleições de 15 de Janeiro.
A notícia na íntegra, pode ser lida aqui.
Deixo-vos uma pergunta inocente:
E se a lista de Miguel Cadilhe vencer, para onde irão Carlos Santos Ferreira e Armando Vara?
Tudo indica que, o vitorioso, é o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes. Já era tempo!
"Prontos"... voltamos ao mesmo!
Eu comecei por dizer que nem cliente sou!
Por isso, tanto me dá como me deu, que Miguel Cadilhe vá ou não dirigir os destinos do Millennium BCP.
Amigo, DC, as perguntas que deviam ser feitas, em meu entender, eram estas:
o que é e para que serve essa "partilha" de fatias de poder entre os chamados dois maiores partidos portugueses? É assim? Esse, é que é o verdadeiro erro! Eu como, tu comes... nós todos comemos? Ora essa!
o que é e que estranho poder tem o meu conterrâneo Berardo para o PS o temer tanto? Alguém investigou a sua fortuna? Não!
Mas que o PS nunca abriu mão da protecção dos seus "boys", estou de acordo; já o PSD, democratizou sempre e demais essas "atribuições"!
Penso eu de que...
De Direct Current a 4 de Janeiro de 2008 às 00:13
Pensa mal. A verdade é que o poder é bipolarizado entre o PS e o PSD desde há 30 anos. Temos muitos gestores "social-democratas" e outros "socialistas". O que eu nunca esperei ouvir foi o líder do PSD ir a público "lembrar" a "tradição" que existe há que tempos para a "partilha" democrática de lugares. É uma vergonha e sinto-me insultado como militante e português!
É justamente o Berardo, aquele que gozou com a Ministra da Cultura do PS , a propôr o Carlos Santos Ferreira para líder do BCP, e que está contra o Miguel Cadilhe porque Berardo quer o melhor para o BCP. Cadilhe já estava a ganhar uma pensão do BCP como reformado e decidiu voltar. Não têm estratégia, nem planos e está afastado das lides.
Mas o ponto aqui é este: a última coisa que eu esperava era ter o PSD a pronunciar-se publicamente sobre quem deve ir para presidente de um banco privado onde quem manda são os "accionistas". Este comportamento é típico de terceiro-mundo.
Perfeitamente de acordo, em dois pontos, D. C.,
A noção ou "pseudo-direito adquirido" de "partilha" do poder (seja ele económico ou outro qualquer), também me chocou e bastante;
A intromissão de um qualquer partido político na gestão de uma qualquer empresa privada, idem (mais valia que a preocupação se cingisse à "coisa pública"), é a prova do desnorte que grassa por aí;
Quanto à alternância de poder nos quase 34 anos de "democracia" (esqueceu o CDS-PP), estou de acordo e não critico. Sabe porquê, Caro D. C.? Porque se o PC, o BE e quejandos "entrarem na dança", então... é melhor "fechar para obras!!!"
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