
O que ontem era "verdade", hoje já não é...
Quer fosse pela "advertência" do Presidente da República (com que Sócrates está "sempre de acordo"), quer fosse pela "ressaca" provocada pelos recentes resultados das eleições europeias, certo é que o nosso (des)governo deu o dito pelo não dito... e inverteu a marcha ao TGV!
Prova provada para Mário Lino que, em política, nunca devemos dizer... "jamais"!
Empenhar os portugueses para os próximos 40 anos, pouco importava ao PS... anteontem!
Hoje, com "forçada humildade" em que alguns portugueses incautos mais uma vez acreditarão, o (des)governo PS "mudou de linha" e, se calhar, com o avisado apoio de "Coelhone", o TGV nem chegou a sair da estação.
Neste momento, já nem discuto os custos (enormíssimos, certamente) que a "inversão de marcha" terá nos nossos bolsos, pois mesmo que assim seja, sempre é melhor do que empenhar as próximas duas gerações de portugueses a um projecto que, mais tarde ou mais cedo, todos perceberão que apenas ia "beneficiar" alguns poucos. Mesmo com a promessa de milhares de postos de trabalho... temporários, mais uma vez!
A desculpa, é sempre a mesma: o PSD é que teve a ideia! Só que a conjuntura mudou e muito! E é a própria líder do PSD (acusada sempre de não transigir), que etende - e bem - que não é tempo de megalomanias: quem não tem dinheiro, não tem vícios!
Finalmente, parece que o TGV "socretino" se atolou no "poço" ou, se quiserem, no Poceirão!
Invistam, isso sim, em pequenas e muitas obras públicas - como hoje foi recordado pelo Presidente da República, potenciadoras de empregos duradouros e que servem realmente o País e os portugueses.
E pensarmos nós que até lhe queriam voltar a alterar o percurso de uma para outra margem do Tejo...!
De
maremoto a 17 de Junho de 2009 às 22:12
Já começou a campanha para as legislativas?
Pois já.
O PS não inverte a marcha - o PS nunca se engana e tem sempre razão - mas "jamais" ou como diria Mário Soares, só não mudam os burros - vale tudo por um resultado eleitoral.
Espera-se que o PSD clarifique os eleitores: com um governo PSD nem o TGV Poceirão Madrid vai existir?
Caro "maremoto", como não tenho nem costumo ser "politicamente correcto", deixaria cair a "novela" do TGV durante a próxima década; depois, logo se via. Ou você é dos que acredita que o "train grad vitesse" é que vai "salvar" Portugal, mesmo periférico?
Se eu posso voar de Lisboa a Madrid (em low-cost), por cerca de 20 euros, acha-me capaz de pagar aí uns 100 euritos (digo eu...) pelo mesmo trajecto a um terço da velocidade?
O que fará ou dirá o PSD (oficialmente), desconheço!
Se "Meter água", cá estarei na mesma para "botar faladura". Acredite que o farei!
De
maremoto a 18 de Junho de 2009 às 12:26
Salvar Portugal?
Isso é difícil. Vivemos em crise desde que os Templários inventaram a "moeda de cambio" e já passámos e sobrevivemos a muitos BPN e BPP.
Por isso "salvar Portugal" nem com vitesse, nem com a produção de caracóis, que importamos de Marrocos (aqui com tantos e tão bons - os melhores diria mesmo - que são os caracóis alentejanos)
O TGV é assim uma coisa "modernaça", um gadgte que se compra para pagar em muitos anos ( na Wortem ou na Box) e confesso que concordo consigo que não serve para outra coisa que não seja manter a tradição de que é preciso ter coisas "para inglês ver".
Mas - já agora - olhe que os Dias Loureiros e Valentins ou Isaltinos cá do sitio ( e também os do PS, pois claro, mas ainda não houve tempo para descobrir as carecas dos Varas e companhia ) não estarão muito preocupados com o preço do bilhete. Alguém há-de pagar e até dá uma de "empresário trabalhador empenhado" ir de TGV, com o portátil ligado, e a secretária de mini saia a assessorar.
Cumprimentos
Caro "maremoto", eu diria que a "crise" remonta ao tempo de D. Afonso Henriques (repito-me), mas não é isso que me torna mais "feliz" nem me ajuda a sobreviver...
Você fala apenas duma parte da "nossa independência" (lá volto ao Afonsinho...), pois esqueceu o "comércio global" de comprarmos alhos chineses, amêijoas vietnamitas e muito mais. Somos os "máiores"...
Esqueceu também que, aos Loureiros, Valentins e Isaltinos, pode mesmo acrescentar os Soares, os Varas, os Saleiros, os banqueiros (que "bancam" todos) e muitos, muitos mais. Ou também acha que o BPN era o "banco do PSD"? Se fosse, seria nacionalizado e ali "enterrados" 1,9 a 2,2 mil milhões para o "salvar"? Santa ingenuidade! Que havia gente que esteve ligada ao PSD; claro que sim! Mas eram só esses? Duvido!
Cuidado, não se deixe enganar pelo feroz lobo sob a capa de cordeiro, "tá bem"!!!
De
maremoto a 19 de Junho de 2009 às 22:03
Olhe que o ministro das finanças diz que os números não são esses.
Agora até vai vender o Banco e qualquer dia ainda vai anunciar que o BPN deu lucro com a nacionalização (graças aos funcionários que aumentaram o volume de negócios e de depositantes após a nacionalização)
Eu não acho nada sobre o banco ser ou não ser do PSD. Não faz parte do relatório de contas do PSD, pois não? Então não é uma empresa do "grupo".
Não faço parte de cabala, nem da Kabala. Nem do Ferro Rodrigues, nem do Sócrates, nem do Luis Filipe Menezes.
Nem pertenço a qualquer dos outros Partidos com arco ou sem arco, governativo ou da oposição.
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