Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Opinião de 30 anos de Militância

Com a devida autorização do autor, reproduzo na íntegra o Artigo de (livre) Opinião de um Companheiro com 30 anos de Militância.

Razões de uma opção individual de Voto nas Eleições para a primeira Concelhia de Oeiras do PSD

 

"Depois de tanto falar, de tanto ouvir e de ler algumas coisas, tendo sido interrogado e depois desafiado por companheiros mas acima de tudo por Amigos a revelar a minha opção publicamente, eu que nunca fui de meias palavras e sempre gostei de decisões claras, transparentes e fundamentadas, racional ou emocionalmente, não poderia deixar de manifestar a minha posição, meramente individual e não representativa de qualquer grupo de militantes e amigos com quem tenha partilhado projectos comuns de natureza pública ou partidária.

Ouço todos a falar em valores, em ética, em união de esforços e de vontades, em reunificação de companheiros que são (ou foram) militantes; ouço muitos a falar de escolhas eleitorais por mera simples oposição (ou desagrado, ou termo ainda pior) a outros companheiros que estão em listas adversárias e não por convencimento em projectos e soluções concretas; ouço todos a falar em voltar a ganhar a Câmara Municipal e as Freguesias – alguns até dizem, continuar a ganhar, como se o PSD estivesse aos comandos da Câmara e da maior parte das Freguesias desde sempre (1979) e não existisse o 2005 em diante e o Movimento político alternativo que tomou as rédeas do poder oeirense.
Ouço todos a falar em percursos partidários recentes de muitas similitudes dos dois líderes de cada um dos dois projectos eleitorais em competição, uns mais assumidos e transparentes, outros mais dissimulados e cinzentos.

Ouço tudo isto e fico (relativamente) confundido e hesitante sobre a real diferença de projectos políticos, sobre as verdadeiras diferenças entre os diversos protagonistas desses mesmos projectos, sobre as suas diversas respostas a desafios do presente e do futuro imediato (já 2013 ali tão perto, mas que se deve começar a preparar desde já, se queremos mesmo ganhar nas próximas eleições autárquicas).

O que está aqui afinal em causa neste combate eleitoral do dia 28 de Fevereiro, no PSD do concelho de Oeiras? Para mim, só pode estar uma coisa fundamental e decisiva – ganhar de novo a Câmara Municipal, a Assembleia Municipal e as 10 Juntas de Freguesia, mas ganhar com valores, com princípios, com regras claras e transparentes, com projectos políticos claros, reformistas, inovadores, humanistas. Até aqui, tudo mais ou menos na mesma, com opiniões coincidentes e propostas muito semelhantes nas duas Listas em confronto, como se pode ver nos dois Bons Programas Eleitorais, diferentes nalguns caminhos mas plenamente coincidentes na estratégia e na meta a atingir. Certamente que sim, que é tudo mais ou menos a mesma coisa, com protagonistas, estilos, tonalidades e métodos um pouco diversos mas semelhantes em muitas e decisivas coisas.

Tenho amigos estimados em ambas as Listas, tenho companheiros de percursos partidários passados em comum em ambas as listas, apoio e aplaudo a grande maioria dos projectos e intenções constantes nos dois Programas eleitorais existentes, tenho o maior apreço político e pessoal pelo trabalho desenvolvido pelo Alexandre Luz e pela sua valorosa equipa (que tive a honra e prazer em integrar até Novembro de 2009, após o rescaldo das eleições autárquicas de Outubro e antes da minha tomada de posse como membro da Assembleia de Freguesia de Porto Salvo) a nível estritamente partidário e de debate de ideias, dinamização e rejuvenescimento do PSD em Oeiras, muito conseguido também á custa da excelente JSD da Secção de Oeiras (falo aqui somente da Secção de Oeiras, porque foi aquela que naturalmente acompanhei mais de perto), tenho o maior apreço e estima pessoal pelo trabalho político de dezenas de anos da companheira e amiga Helena Lopes da Costa, com quem tive o gosto de partilhar lides autárquicas nos anos 80 e até meados dos anos 90 e tenho a maior simpatia pessoal e as melhores referências individuais do companheiro Ângelo Pereira, cujo trabalho político tenho acompanhado menos de perto e cujas qualidades pessoais e politicas auguram um futuro promissor, assim mantenha a sua postura de Humildade, de abertura aos outros e de grande determinação política.

Por questões de afectos, de estilos, de análise de capacidades e de experiências, de resultados conseguidos, de prática política, de objectivos propostos, de programas eleitorais, de equipas apresentadas, nunca conseguiria decidir qual o meu sentido de voto nestas eleições concelhias para garantir um MELHOR e um sempre PRIMEIRO PSD em Oeiras.

Assim, a diferença, a pedra de toque, a pedra angular de toda esta estratégia autárquica que se pretende ganhadora, tem que ser forçosamente sempre a mesma – as pessoas que vão dar corpo e voz a esse combate autárquico em 2013 e que devem começar a ser escolhidas e preparadas desde já (ou em breve) e não só em 2013. Aí, sim, é que as definições deviam existir com mais afirmação, com mais transparência e acima de tudo com mais verdade e clareza e depois as escolhas tornavam-se mais lógicas, mais realistas, mais coerentes e acima de tudo mais verdadeiras.

E aqui a tal pedra angular desta estratégia é com quem, com que pessoas é que se vai construir a tal alternativa ao actual poder autárquico em Oeiras.

Não há aqui heróis imaculados, nem cavaleiros andantes acima de qualquer suspeita – antes houvesse, mas pelo menos não se vislumbra no actual horizonte que a nossa vista alcança. Mas uma qualquer coisa deve haver - pessoas verdadeiramente social democratas, filiadas ou não, mas que sempre tenham assumido posturas públicas de vida política autárquica em Oeiras convergentes (ou, pelo menos, publicamente não hostilizadoras) com o PSD e com as suas anteriores candidaturas autárquicas.
Como escreveu hoje o meu amigo Gabriel Batista Fernandes – “Há uma questao central que continua por abordar seriamente: O futuro do IOMAF? Nao se pode ignorar a força maioritária em Oeiras, que nasceu do PSD, no debate interno sobre o futuro do Concelho e do PSD. A posição do PSD Oeiras deve ser clara quanto ao IOMAF, bem como quanto a outras forças politicas”.

Essa é de facto a questão central e que deveria ter merecido maior debate e maior esclarecimento e seguramente uma maior definição concreta e precisa. Eu digo desde já a minha opinião, que tem vindo a ser expressa há já algum tempo (mais propriamente, desde o dia 5 de Novembro de 2009, quando comuniquei a minha saída da Comissão Politica de Secção de Oeiras numa conversa amistosa e esclarecedora que tive com o Presidente da CPS, meu amigo Alexandre Luz e depois em diversas ocasiões e em múltiplas conversas com companheiros e amigos) – não me oponho ao regresso ao PSD dos antigos militantes ou de novos convertidos, que sejam ou tenham sido membros ou apoiantes do IOMAF e que o entendam fazer em consciência e com vontade de servir a causa nobre do Partido, mas defendo que eles não devem no próximo acto eleitoral autárquico protagonizar qualquer candidatura do PSD (sozinho ou coligado) seja a que órgão for do concelho de Oeiras, em especial aqueles que tiverem liderado candidaturas concorrentes do PSD ou se tenham destacado nos órgãos autárquicos como integrantes principais do IOMAF (actual AOMAF). É uma questão de Clareza na mensagem que se passa ao eleitorado, é uma questão de princípios morais e de ética política no exercício dos cargos públicos e partidários, é uma questão de decoro e de respeito pelo passado recente e pelo que de mau foi feito ao PSD em Oeiras por esses mesmos protagonistas, é uma questão de, mesmo perdoando, não esquecer e muito menos premiar quem assim procedeu. Um tempo de afastamento do exercício do poder, um tempo razoável de chamado período de nojo político em cargos públicos em Oeiras, é isso que se exige ao PSD com clareza, para que a Mensagem a ir a votos em 2013 seja apenas a do serviço nobre da causa pública, a do cumprimento do Programa e dos projectos a que se propõem e não se instale quaisquer dúvidas no eleitorado de que afinal de contas a preservação do poder a qualquer custo e a qualquer preço é Aquilo que apenas de novo motiva os actuais autarcas do IOMAF (AOMAF) e depois em 2013 putativos futuros candidatos do PSD – antes sairiam do PSD para continuar no poder autárquico e agora voltam ao PSD para que o poder não lhes saia das mãos, por mais nobres que sejam as suas outras intenções, por maiores e melhores resultados que eles apresentem como obra eventualmente feita. A menor alusão que se possa fazer a receios de que então a ser assim a AOMAF continuaria e a divisão de projectos concorrentes iria beneficiar o PS, é a melhor prova de que afinal a ser assim é porque então, de facto, a reconvertida “adesão” à social democracia é apenas e só uma estratégia e uma opção (individual ou colectivamente assumida) na consonância directa e exclusiva com a sua vontade ou ambição pessoal (ou de grupo) de pretender o poder pelo poder, ou o que é pior, de pretender que o PSD não vença.
Na política deve haver Regras, Deveres, Valores, Princípios e não pode NUNCA VALER TUDO ou conseguir-se sempre as coisas a QUALQUER PREÇO.

Dito isto de forma clara, não sei se esta minha posição de princípio (individual, repito e não agregadora de quaisquer outras vontades de outros companheiros ou amigos que comigo partilharam – ou ainda partilham – projectos autárquicos em Porto Salvo) é seguida pelos líderes e pelos integrantes das duas Listas candidatas às eleições concelhias do PSD em Oeiras, mas uma coisa sei e estou certo – pela frontal e corajosa e amável partilha de ideias e de projectos que o candidato da Lista A teve a gentileza de me manifestar numa conversa há umas semanas atrás, este não é de certeza absoluta o Caminho que a Lista A defende.

POR ISSO E APENAS E SÓ POR ISSO, mesmo não tendo certezas ou alimentando ainda algumas dúvidas, mas porque não podemos ficar indiferentes e temos sempre que optar, confiando nos meus velhos amigos do PSD de Oeiras, José Meira, Joaquim Ribeiro da Conceição e Rui Freitas, que pensam exactamente como eu e que estão envolvidos na Lista B, só poderia ter uma ÚNICA OPÇÃO – VOTAR NA LISTA B para a Comissão Política Concelhia de Oeiras".

Luis da Costa Tavares, militante nº 4922



Publicado por rui.freitas às 00:42
Link do post | Adicionar aos favoritos

De Sem Nome a 1 de Março de 2011 às 10:23
Realmente é com imensa satizfação que nos livrámos de um peso morto, que serviu para levar o PSD à maior derrota de sempre nas ultimas eleições autarquicas na Freguesia de Porto Salvo. Admiro-me também como um Militante de um Partido manifesta apoio a um Candidato Presidencial quando existe outro apoiado pelo Partido ao qual presta militância.

Isto é que é Militância?



De Anónimo a 1 de Março de 2011 às 23:43
Caro companheiro Luís Tavares. Ignorar gente burra é o melhor que fazes. Sabes que a alguns tipos falta-lhes uma coisa que a ti não te faltou... coluna vertebral para assumir frontalmente aquilo que se pensa. De qualquer forma este sem nome não sabe minimamente o que se passou em Porto Salvo nos últimos anos e a importância que o grupo que lideras teve para garantir a estabilidade política na freguesia de Porto Salvo, quando a única coisa que existia era ódio por tudo e por todos (basta ler posts antigos nalguns blogs de Porto Salvo e até aqui neste blog). Ó sem nome, não sejas tão ressabiado, se não ainda pensam que és o vendido...


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Agosto 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Posts recentes

Obituário (1): faleceu o ...

De mim, para todos...

Poupança ou... desperdíci...

Já assinou?

Mais uma derrota... que n...

Mais uma derrota... que n...

"Despachados" e secretari...

Até a(s) barraca(s) abana...

Levantando um pouco do vé...

A "importância" do PDM-Oe...

Perguntar, não ofende...

Fim das sondagens sobre o...

29 de Setembro, no Municí...

Até já!

Por esta, muito menos... ...

Por esta, não esperava eu...

Fiquei com uma dúvida...

Revisão do PDM de Oeiras

Apagar o fogo com... gaso...

Isabel Sande e Castro: a ...

Ai João, João...

A "importância" do PDM-Oe...

Ainda o PDM: BE questiona...

PDM Oeiras já está em dis...

"Palavra, depois de dita....

Há cada mistério...

Desfeito o "mistério"...

Esta, sim, é uma excelent...

Temos candidato à Junta d...

Vou Cabo Verde

Ou és por mim...

Arquivos

Agosto 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Outubro 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Links aconselhados
Mais sobre mim
Pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
RSS