Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
Nem o pai morre nem a gente almoça...

 (Foto: "Oeiras Local")

"Prisão de Isaltino Morais iminente" é o título da notícia ontem publicada pelo Expresso (e muitos outros órgãos de Comunicação Social), que acrescenta: "Tribunal Constitucional considera transitado em julgado o último dos   recursos do presidente da Câmara de Oeiras e abre caminho para o  cumprimento por Isaltino Morais dos dois anos de  prisão efetiva a  que foi condenado por corrupção".

Só que, segundo o jornal Público, "Isaltino diz que detenção depende de recursos ainda pendentes".

Também em título, o mesmo Expresso dá conta de que "Isaltino diz que não pode ser preso já", com o Edil a explicar em Comunicado as suas razões neste mesmo artigo.

O cidadão comum pergunta-se, e com razão, até quando durará esta "novela" que, recentemente, o levou mesmo a estar detido durante quase 24 horas.

É óbvio - e já foi por demais repetida a tese - que, todos são considerados inocentes, até prova em contrário, mas parece que, no presente "caso", trata-se apenas e só de continuadas manobras que o perpetuam no tempo, aguardando tão somente a prescrição das acusações, agora ainda reforçadas por uma notícia - já velhinha - titulada em 22 de Outubro de 2010 pelo Jornal de Notícias (e não só...) e de novo reconfirmada ontem pela procuradora-geral-adjunta Cândida Almeida, ao Correio da Manhã, referente à permuta de  terrenos Aldeia do Meco/mata de Sesimbra, e "com processo em decisão para breve".

Isentada da "culpa" que lhe pretendiam atribuir, penso eu que cabe novamente à Juíza do Tribunal de Oeiras, Carla Cardador, emitir novo mandado de prisão.

Seja qual for a decisão que venha, finalmente, a ver a luz do dia, é tempo de, de duma vez por todas, se executar ou não a medida correcta. Sim ou não à inocência ou culpabilidade, mas chega de perpetuar uma "novela" que, como dizia há poucas horas Marques Mendes na TVI 24, encerra ainda a singularidade de podermos assistir à prisão de um Edil, sem que o mesmo perca a sua continuação como Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, razão mais do que suficiente para, definitivamente, alguém decidir alterar a Lei que tal permite!



Publicado por rui.freitas às 00:20
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36 comentários:
De Anónimo a 6 de Novembro de 2011 às 12:24
As reuniões vão ser no restaurante dos arcos, que alem de charutos passa a ter pulseiras electrónicas para os clientes que estão de folga á pildra.


De rui.freitas a 12 de Novembro de 2011 às 00:39
Caro Anónimo (6 de Novembro de 2011 às 12:24), essa opção só se aplicará durante as saídas precárias... e não é impeditiva do uso e abuso do charuto!


De Daniel Alves a 8 de Novembro de 2011 às 19:58
O Tribunal da Relação acabou de chumbar + um recurso: a juiza Carla Cardador pode engaiolá-lo. Há + um recurso no Tribunal de Oeiras s/a prescrição dos crimes: o réu diz k ñ cometeu os crime de k é acusado e depois recorre dizendo que os crimes prescreveram. Se o Tribunal de Oeiras recusar o recurso, Isaltino recorre para o Tribunal da Relação e se este ñ lhe der razão recorre para o Constitucional. Este confirma todos os acórdãos e Isaltino volta a recorrer pedindo a aclaração do acórdão (aclaração=ñ percebi bem o k diz o acórdão, pode explicar-me como se eu fosse muito burro?) E assim se goza com os oeirenses, com os portugueses e com a Justiça. Até quando?


De rui.freitas a 12 de Novembro de 2011 às 00:42
Caro Daniel Alves (8 de Novembro de 2011 às 19:58), efectivamente, a palhaçada parece não ter limites. O cerne da questão é que, os palhaços somos nós! E custa-me muito "vestir" tal roupagem; eu, que nunca sequer me disfarcei no Carnaval...


De Diogo a 14 de Novembro de 2011 às 21:19
Rui.freitas: «Caro Diogo, (4 de Novembro de 2011 às 22:00), deixe os seus instintos homicidas para o seu blog e analise a situação como ela deve ser analisada. E, que eu saiba, só há uma: muitos desbarataram; alguém tem de pagar! Quem? Nós, os mesmos de sempre! Fado, fatalidade? Não; apenas o cumprimento de um documento assinado e assumido. Ou será que, para além de como Portugal e os portugueses já são "conhecidos lá fora", quer acrescentar o epíteto de mentirosos e caloteiros?»


Caro Rui, políticos corruptos do PS, PSD e CDS endividaram o país perante uma banca internacional com tanto de agiota como de criminosa.

Donde, não são os portugueses que são caloteiros. Caloteiros são os governantes deste país e os agiotas da banca que negociaram o roubo descarado da Nação. Eu, e muita gente bem informada, considera isto um golpe de Estado. E contra esta violência perpetrada por ladrões contra o povo português, considero absolutamente justificada a violência que cidadãos determinados possam levar a cabo contra esses gatunos. É um caso de legítima defesa.


No Jornal Expresso de 1/9/2007, o jornalista Fernando Madrinha explicou sucintamente de que forma a Banca, a mais poderosa, interligada e influente quadrilha do planeta, utiliza a política e os políticos, os Media e os jornalistas para saquear os Estados Nacionais:

[...] «Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.»





De rui.freitas a 18 de Novembro de 2011 às 23:33
Caro Diogo (14 de Novembro de 2011 - 21:19), como você, até agora, não me contou nada de novo, encerro aqui esta "troca de galhardetes", apenas acrescentando uma pergunta: se o que refere se passa a nível mundial, porquê vir agora culpar o governo de coligação eleitos pelos portugueses? Se tiver uma "varinha mágica" que solucione o problema português (e só esse me interessa directamente), avance. Tem a minha aprovação.


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