Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
10 anos


Publicado por rui.freitas às 00:20
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

15 comentários:
De Diogo a 16 de Novembro de 2011 às 12:20
Caro Rui Freitas,

Este governo (com o terreno preparado pelo anterior) está a enviar diariamente centenas ou milhares de pessoas para a miséria e a atulhar os cofres dos bancos.


«Repare até, que este governo é acusado, por um lado, de defender a Banca e, ao mesmo tempo, é acusado pela mesma Banca de não ser por ele defendida.»

Esta «guerra» entre o governo PSD-CDS e a banca é apenas para português ver. Serve para dar alguma credibilidade ao governo perante os ingénuos. Mas os partidos políticos - PSD, PS e CDS – e respectivos governos são apenas instrumentos da Banca.


Para que este debate seja mais consistente, e perdoe-me algum paternalismo neste assunto, julgo que deveria informar-se melhor sobre o funcionamento do Sistema Bancário. Só assim estará em condições de aquilatar a verdadeira dimensão dos roubos perpetrados pelos bancos em todo este imbróglio (só possível com a conivência dos governos). Leia com atenção o artigo que está na base do ponto 2 e verá que não é nada de complicado:

1 – O Banco Central Europeu está proibido pelos próprios estatutos de emprestar dinheiro ao Estados, às Empresas e às Famílias. Donde, o BCE empresta aos bancos comerciais a cerca de 1% e estes emprestam aos Estados, às Empresas e às Famílias a 4%, 5%, 6%, etc.


http://citadino.blogspot.com/search?updated-max=2011-10-24T22:48:00%2B01:00&max-results=10

2 – Excerto retirado de um excelente livro - Política Monetária e Mercados Financeiros (http://citadino.blogspot.com/search?updated-max=2011-10-24T22:48:00%2B01:00&max-results=10) - que me foi aconselhado por um jornalista do Diário Económico:

a) Um banco concede crédito a uma família no valor de 100.000€ para a compra de uma casa, creditando a conta de depósitos à ordem dessa família no montante de 100.000€.

b) Para essa operação, um funcionário do banco altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente.

c) Esse dinheiro não existia antes em lado nenhum. O banco cria-o a partir do nada digitando essa quantia no teclado de um computador.

d) Como resultado desta «operação de crédito», passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os depósitos à ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.

e) Ao fim de 30 anos, a uma taxa de juro de 5%, a família pagou ao banco um total de cerca de 255.000€, dos quais 155.000€ são juros.

f) Resumindo, o banco inventou 100.000€ que emprestou com juros a uma família, e esta, ao fim de 30 anos, entrega os 100.000€ inventados pelo banco mais 155.000€ em juros, estes bem reais. A família foi espoliada pelo banco em 155.000€ de juros sobre um capital que o banco inventou e lhe «emprestou».


De Os 3 Mosqueteiros de Oeiras a 16 de Novembro de 2011 às 14:35
Que família lorpa essa, heim ó Diogo! Eles não sabiam ao que iam? Palonços!!!
Apesar disso, continuamos a achar que a família é a salvação da pátria e dos humanos e basta ver esta fotografia do Rui e família, onde o amor vence claramente, mesmo que tivessem sido enganados ou não pelos bancos dos bancos.


De Diogo a 16 de Novembro de 2011 às 15:33
Os 3 Mosqueteiros de Oeiras,

Eles não sabiam ao que iam. Compraram a casa e pagaram os juros contratados. Mas foram vigarizados.

O que muito poucos sabem (a não ser que seja que tenham razoáveis conhecimentos de finanças), é que os bancos não emprestam dinheiro que possuam – os bancos criam esse “dinheiro” a partir do nada. E como os bancos funcionam em circuito fechado, esse “dinheiro” sai da contabilidade de um banco para entrar na contabilidade de outro banco.

Em suma, os que compraram a casa pagaram juros de um empréstimo fictício.

Mas para perceber melhor leia o artigo cujo link está no meu comentário anterior. O processo é descrito de uma forma extraordinariamente simples.


De rui.freitas a 18 de Novembro de 2011 às 23:13
Caros Os 3 Mosqueteiros de Oeiras (16 de Novembro de 2011 às 14:35), não vou aqui fazeer qualquer análise económico-financeira do País, da Europa ou do Mundo. Apenas dizer-vos que há quem tenha tido a felicidade de ter encontrado o Amor da sua vida; eu fui um desses felizardos.
Independentemente de ter voltado a casar.


De rui.freitas a 18 de Novembro de 2011 às 23:22
Caro ou Cara "Além Ana" (18 de Novembro de 2011 - 01:10), achei por bem remover o seu comentário, pois você apenas demonstrou - a quem ainda tivesse dúvidas - ao baixíssimo nível a que podem chegar alguns desprezíveis comentadores. Felizmente, o IP de onde este imundo ser comentou, está já devidamente salvaguardado e, se necessário, será utilizado.
Você (seja quem for), não merece sequer o ar que respira.
Simplesmente ignóbil, vergonhoso, eu sei lá...


De rui.freitas a 18 de Novembro de 2011 às 23:20
Caro Diogo (16 de Novembro de 2011 - 12:20), não tomo o seu comentário como paternalista mas, creio que, afinal, quem não soube expressar-se devidamente, fui eu.
De facto, não sou economista e pouco mais percebo de economia e finanças do que o comum dos mortais. Todavia, uma coisa é certa: eu leio e informo-me 8pelo menos, tento), razão pela qual a sua "explicação" de nada me serve, posto que aquilo que escreveu já eu sei há muitos anos... e não ocorre apenas em Portugal.
Como refere - e bem -, o grave problema foi, é e será sempre a chamada "economia virtual", que apenas serve aos grandes interesses bancários, seguradores, bolsistas, especuladores, enfim... a grande "bolha" que veio a rebentar com a economia mundial.
É fácil "fazer" dinheiro assim; nem é preciso emitir moeda; basta "criá-la" virtualmente e, depois, alguém há-de pagar àqueles que dele beneficiaram.
Nada de novo, portanto.


Comentar post

Agosto 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Posts recentes

Obituário (1): faleceu o ...

De mim, para todos...

Poupança ou... desperdíci...

Já assinou?

Mais uma derrota... que n...

Mais uma derrota... que n...

"Despachados" e secretari...

Até a(s) barraca(s) abana...

Levantando um pouco do vé...

A "importância" do PDM-Oe...

Perguntar, não ofende...

Fim das sondagens sobre o...

29 de Setembro, no Municí...

Até já!

Por esta, muito menos... ...

Por esta, não esperava eu...

Fiquei com uma dúvida...

Revisão do PDM de Oeiras

Apagar o fogo com... gaso...

Isabel Sande e Castro: a ...

Ai João, João...

A "importância" do PDM-Oe...

Ainda o PDM: BE questiona...

PDM Oeiras já está em dis...

"Palavra, depois de dita....

Há cada mistério...

Desfeito o "mistério"...

Esta, sim, é uma excelent...

Temos candidato à Junta d...

Vou Cabo Verde

Ou és por mim...

Arquivos

Agosto 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Outubro 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Links aconselhados
Mais sobre mim
Pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
RSS