Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012
Nem com "memofante" lá vai...

Helena André. "Não me identifico com praticamente nada do que está no memorando"

Falta de memória...


Publicado por rui.freitas às 02:41
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De Ventos Semeados a 13 de Outubro de 2012 às 01:25
Troca-tintas é como Mota Amaral classifica a ação governativa: "Tenho que dar um desconto nas declarações que vêm do Governo e em especial do Ministério das Finanças, porque se tem verificado que um dia é uma coisa e no dia seguinte já é outra".
Já Ferreira da Silva aventa no «Diário Económico» que o problema maior é a falta de consistência que Passos Coelho e a sua equipa estão a ter no estudo e desenho das medidas que apresentam ao País.
No «DN» André Macedo classifica a governação como feita de improvisação, hesitação, asneira.
E, no «Negócios», Fernando Sobral vai na mesma linha: enquanto arrasa a economia do país o Governo finge que o está a reformar.
Mas a esquerda tem de assumir um discurso de rejeição a esse tipo de argumentos que, de alguma forma, têm o seu quê de desculpabilizante. Senão daqui a pouco temos um Passos Coelho armado em coitadinho, que gostaria muito de não subir impostos, nem aumentar o desemprego (já vai fazendo esse número perante os jornalistas!), mas não consegue fazer melhor.
Por isso mesmo existem comentadores desta área ideológica que ainda prosseguem num tipo de explicação incorreta. Por exemplo Viriato Soromenho Marques diz no «DN» que a gestão da crise está a ser feita sem saber nem prudência suficientes. Como um alquimista louco que misturasse aleatoriamente substâncias em busca de ouro. Só que o laboratório é o mundo real. E as cobaias somos nós.
Ora a realidade é que, como denuncia Luís Nazaré no «Negócios», o Governo é mera correia de transmissão de uma estratégia global: o que inconfessadamente se pretende é o desmantelamento do pilar social da União Europeia, a redução do Estado à dimensão mínima e o embaratecimento dos fatores de produção nos países meridionais. Chama-se a isto uma visão. Os mercados financeiros têm-na, a tríade assume-a, o Governo executa-a.
Mas, mesmo desse lado, Passos Coelho promete sofrer alguns dissabores, já que, segundo o «Público», uma das figuras de proa dessa estratégia sinistra, a srª Christine Lagarde, já dá sinais de preocupação com os efeitos recessivos dos corte e, pela primeira vez, admite que a Grécia vai precisar de mais dois anos para cumprir o acordo com a troika. Essa reviravolta decorre de um recente relatório da instituição que lidera, aonde se demonstra o carácter falacioso das supostas vantagens das políticas de austeridade, até mesmo para a saúde dos todo-poderosos mercados.
Mas os dissabores de Passos Coelho também se acentuam a nível interno com as revelações do «Público» sobre o conluio entre Relvas e Passos Coelho, quando aquele era secretário de Estado há oito anos: A Tecnoforma, empresa de que Passos Coelho foi consultor e depois gestor, conseguiu fazer aprovar na Comissão de Coordenação Regional do Centro (CCDRC), em 2004, um projeto financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos daquela região que não existiam e nada previa que viessem a existir.
Falta agora encontrar uma estratégia alternativa e de esquerda a esta maioria parlamentar socialmente minoritária . Saúde-se por isso o travão colocado pelos deputados do PS à proposta demagógica de António José Seguro sobre o número de deputados: falar de pormenores, quando o país está numa verdadeira emergência é uma irresponsabilidade antidemocrática.
Porque até um homem de direita como o é João Salgueiro denuncia a falsidade do discurso da exequibilidade da suposta redução das gorduras do Estado: mas que despesas é que se pode cortar? Toda a gente fala em cortar despesas, mas no quê? É despedir funcionários públicos, coisa de que o Governo começa agora a falar. É racionar medicamentos, o que também não é grande solução. É fechar escolas, e já se fecharam centenas. Ou é reduzir as pensões.
A solução para a presente crise só será possível com o aumento substancial das receitas do Estado através de um maior volume de impostos, mas menos onerosos para a generalidade dos contribuintes, porque provenientes do trabalho de tantos desempregados definitivamente comprometidos na produção de bens transacionáveis e, tanto quanto possível, exportáveis. O que obrigará a uma outra postura dos bancos e uma estratégia de futuro de um governo orientado para a satisfação dos principais direitos dos cidadãos.

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