Terça-feira, 5 de Dezembro de 2006
"Isto é que vai aqui uma açorda"...

Para quem tenha dúvidas dos GRANDES interesses que se movem em redor do "projecto OTA", aconselho a consulta ao site da Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer.
Como já referi no "blog" Oeiras Local, proíbam mais construção na "aproximação" à Portela e ampliem este Aeroporto Internacional (onde já foram "enterrados" muitos milhões) para o Aeroporto Militar de Figo Maduro (transferindo-o para o Montijo, por exemplo).


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Publicado por rui.freitas às 01:12
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11 comentários:
De Direct Current a 5 de Dezembro de 2006 às 13:02
Eu tenho uma opinião contrária à sua, Rui Freitas.

Eu acho que a Ota é a melhor opção do ponto de vista técnico. Economicamente, pode ser um erro, dependendo do modelo a adoptar para a sua implementação. Politicamente, é uma decisão estratégia para manter Lisboa no mapa das rotas aéreas internacionais.

Penso que, para expandir a capacidade da Portela, construir um novo terminal para Figo Maduro - área militar incluída no aeroporto da Portela - não resolve a questão. Também, mudar a actual situação de duas pistas cruzadas para duas paralelas levaria à expropriação de terrenos para ficar conforme as regras ICAO.

E quanto à transferência para o Montijo, esta é uma área militar da FAP com destacamento da Armada, reservada a operações militares, que poriam em perigo o tráfego aéreo comercial. E depois há a questão de termos um aeroporto na margem sul e outro na margem norte.

Decidir consolidar todas as opções num só foi a solução economicamente viável para o tráfego que temos. E concordo com ela. Mesmo sendo uma iniciativa do governo do PS.


De rui.freitas a 5 de Dezembro de 2006 às 23:07
Caro "Direct Current",
Mal estaríamos, se você não pudesse discordar de mim, já que eu discordo também em algumas coisas...
Desde logo, o "ponto de vista técnico". Então construir em leito de cheia é uma boa solução técnica?
Quanto a Figo Maduro, não só defendo (como sempre fiz) a ampliação do actual terminal, como, sobretudo, para "estacionamento" de aviões; que parece ser (dizem os entendidos) o principal busílis da questão Portela.
Expropriação de terrenos, têm-se feito tantas neste País que... Se calhar, até saía mais barato!
Finalmente, no que concerne à transferência para o Montijo, eu referia-me ao Aeroporto Militar e não ao "civil". Talvez não me tenha explicado bem!
Dgo-lhe mais... Mesmo que fosse uma iniciativa de um Governo PSD, eu discordaria!
Como vê, vale a pena discutirmos as coisas, ainda que a nossa opinião (talvez) não conte.


De Direct Current a 5 de Dezembro de 2006 às 23:27
Entendido. Essa de transferir o Figo Maduro para o Montijo têm um condicionante. Normalmente, o Figo Maduro é usado para VIP. Se o sacrifício de fazer uma viagem de 45 minutos até ao Montijo for do agrado dos políticos e outras entidades, porque não? Acho que no fundo, no fundo, eles querem ter os jactos na Portela, é mais cómodo para eles :-/

Quanto aos condicionantes, não é a falta de estacionamento, mas o número de aterragens e descolagens que é possível fazer na Portela. Isso dizem os entendidos. Os outros pseudo-entendidos, quando se aprofundam as questões, engasgam-se misteriosamente... Têm a haver com o fluxo de passageiros que o aeroporto pode comportar, e este têm vindo a crescer.

Pois digo-lhe que os impactos ambientais de construir em várzea foram considerados, e a alternativa da Ota é melhor, ecologicamente falando, do que em Rio Frio. Está escrito nos relatórios de impacte ambiental ( http://www.naer.pt ) . Se é possível construir um aeroporto nessas situações. Pois claro que é, e isso nunca condicionou a implantação de novas urbanizações por Portugal fora. A diferença é que num aeroporto, não convém aquilo ficar inundado: diques, bombas de extracção de água, canais, monitorização do terreno, etc, não faltam soluções de engenharia civil.

Não trabalho na ANA, nem no Governo, nem sou parte interessada. Para mim, defender a Ota é o mais racional. Depois de avaliar as contra-propostas, acho que essa é a mais consensual. Quanto ao financiamento, isso já não é a minha área. Sou engenheiro, e não economista.


De rui.freitas a 6 de Dezembro de 2006 às 00:49
Pois é, mas não se "defendeu" durante anos que o Aeródromo de Tires poderia ser (e, por mim, é...) a alternativa à Portela para jactos de "pequeno porte"?
Assim, políticos, empresários, presidentes de clubes de futebol, etc., ficavam com o "problema" resolvido!
Não acha?
Além disso, se o problema são os "landing-off" e os "take-off", sempre lhe digo que o meu local de trabalho se situa em zona de aproximação à Portela e que hoje, por exemplo, entre as 15H00 e as 17H30, passaram por ali mais de 25 aeronaves. O que quer dizer que a capacidade não está, de todo, esgotada. Quando estiver, continuarei a defender o alargamento para Figo Maduro: aerogare e estacionamento!
Eu também não disse que as urbanizações não continuam a crescer como cogumelos - até em Paço de Arcos, infelizmente! O que disse, foi que as urbanizações "cresceram" à volta do Aeroporto e não o contrário!
Veja as fotos antigas e constate o que "nasceu" primeiro: o ovo ou a galinha?
Caro "Direct Current": essa de arranjar "soluções de engenharia civil" para bombear água em zona de várzea, não lembrava ao diabo...
A "solução" Rio Frio, também não é da "minha lavra"!
Vinte e seis anos de jornalismo de Turismo não fazem de mim um "técnico"... Mas dão-me alguma "razão", não acha?
Um Abraço.


De Direct Current a 6 de Dezembro de 2006 às 16:25
Olhe que não, olhe que não... Nem todos os empresários e políticos têm jactos de pequeno porte. E Tires é uma pista pequena, se comparada com a Portela. Não é para todos os pilotos - é necessário treino especial para aterrar lá. Já lá aterrei num F900 à noite e é complicado.

Esse argumento de em 2H30 passaram só 25 aeronaves na Portela não me convence. Não é a regra, pois não? E quando estiver esgotada, como é? Logo se vê? Pois... se o problema é a pista única e não é viável construir uma nova pista no local, o problema mantém-se, com ou sem nova aerogare.

Há muita coisa que se pode fazer para tornar a Ota numa área praticável para construir um aeroporto. Se sempre que nos deparasse um problema em construir infraestruturas , e desistissemos sem arranjar uma solução, não havia pontes, nem autoestradas , nem prédios com mais de 4 andares, etc. Há soluções para construir um aeroporto naquela área. E manter a zona segura se houver uma cheia (não me diga que não sabe que se usam bombas de extracção de água em locais susceptíveis de ficar inundados?). Isso pelo menos terá que admitir. Não tem razão nesse ponto, caro Rui Freitas.

:-)


De rui.freitas a 6 de Dezembro de 2006 às 23:48
Foi eu que "sonhei" ou um B737 já aterrou em Tires?
Já descolei e aterrei ali num "Beachcraf 6" (creio que é assim que se escreve...) e num heli "Écureill", por gentileza de empresa amiga já desaparecida - a Avialgarve. Mas esses, são pequeninos, claro.
Não estou capacitado para discutir (no bom sentido) questões técnicas consigo (e admito não ter toda a razão) mas, como madeirense, acho que se os "ilhéus" fossem pessoas de desistir, nunca a fabulosa obra de engenharia que é o actual Aeroporto de Santa Catarina seria ampliado. Não acha?
Já agora: acha que eu não gostaria que todos os prédios não tivessem mais de 4 andares. Sei que é utópico, mas que urbanisticamente era muito bom, lá isso era. Ele há cada "mamarracho" que até "dói"!
Deixo-lhe duas perguntas: anova estrutura irá chamar-se "Aroporto Internacional de Santarém"?
Será - MESMO - uma boa "decisão estratégia para manter Lisboa no mapa das rotas aéreas internacionais"?
Construir (desconhecendo os custos... elevadíssimos) já a pensar em usar bombas para extracção de água, também não me parece boa ideia.


De Direct Current a 7 de Dezembro de 2006 às 13:24
Hmm.. B737? (eheheh).

O aeroporto da Madeira é um excelente exemplo do engenho humano. Até ganhou um prémio internacional de engenharia. Mas é outro assunto.

Porque não se chamar Aeroporto Internacional de Santarém? Acho que os habitantes do Ribatejo iriam gostar bastante da ideia :-) . Eu não sou bairrista, e tanto me dá se se chama Lisboa, Alenquer ou simplesmente Ota. Agora se fica a 41 km de distância de Lisboa, esse facto não me "dói" nada. Com o uso de um trem rápido, como usam em Fiumiccino em Itália, a 30 km de Roma, porque não? Até incentiva o pessoal a usar transportes colectivos.

Quanto à estratégia, eu depois explico melhor no meu blog, brevemente. Ainda falta bastante para saber quais serão os custos do projecto.

Eu referi as bombas de água como exemplo para a fase de construção, e não para serem usadas continuadamente. Como é que acham que eles vão tornar o solo seco naquela área? À força de braços e baldes? Argumentar que é um leito de cheia e que não se pode construir naquela zona para mim não faz sentido.


De Isabel Magalhaes a 6 de Dezembro de 2006 às 15:51
Nada como vir ler para ficar mais informada.

deixo um abraço aos dois.
IM


De rui.freitas a 6 de Dezembro de 2006 às 23:36
Querida Amiga,
Você é (porque quem foi nunca esquece...) uma Mulher de Turismo, que certamente ouviu durante anos defender estas posições.
O seu comentário seria precioso!
Fico à espera.


De Isabel Magalhães a 7 de Dezembro de 2006 às 00:35
Caro Rui;

A minha opinião que aliás já tinha deixado no O,L, na caixa de comentários do seu post sobre este assunto, coincide com a sua, e a ser concretizada a construção do aeroporto na OTA Lisboa será uma capital sem aeroporto, com a consequente penalização, já que a cidade mais próxima é Santarém.
Vejo um enorme desperdício de tempo, não só a nível turístico mas também empresarial e com custos elevados.
Por outro lado irá desenvolver sectores,como o rent-a-car, a indústria dos taxis e dos carros de aluguer com condutor - os denominados 'A' e os 'T'.
As explicações dadas pelo DC focam pontos técnicos que ele domina e eu não. :)

Um abraço. (aos dois)



De rui.freitas a 7 de Dezembro de 2006 às 00:39
Sorry, não tinha lido o seu comentário no "Oeiras Local".
De qualquer forma, acho que todas as opiniões são bem-vindas...
Obrigado.


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