Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Uma boa-ideia de Sócrates

Mandar afixar à porta do gabinete de Manuel de Pinho este Diagrama!

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Porque terá sido?
Será pelo que, a propósito, disseram Dias Loureiro (DL) e o próprio Jorge Coelho (JC) no passado programa "Correio de Senadores"... Nada mais nada menos do que isto:

PINHO E OS SALÁRIOS BAIXOS

– Na visita à China, o ministro da Economia, Manuel Pinho, promoveu Portugal como um país de salários baixos. Para além de ser contraditório com a estratégia do Governo, o ministro não foi à China vender gelo a esquimós?

J.C.
– É preciso ver o verdadeiro sentido das suas palavras. As coisas podem ser interpretadas de forma mais positiva ou negativa. Neste caso, foram interpretadas de forma mais negativa. O ministro Manuel Pinho, que é uma pessoa inteligente, tinha noção daquilo que ia ser a interpretação das suas palavras.

– As palavras dele não têm interpretação possível. Ele disse o que disse.

J.C.
– Está-me a entrevistar e eu tenho a minha opinião. Conheço muito bem a China, vivi lá três anos, e tenho a certeza de que não houve um dirigente chinês que tenha percebido isso e interpretado como nós. As declarações, do ponto de vista terminológico, não foram as melhores, porque deram origem a este sururu. Convém dizer, em abono da justiça e da inteligência do ministro Manuel Pinho, que ele não pensa aquilo, como é óbvio. Mas as declarações do Governo são feitas pelo primeiro-ministro e aquilo que tem sido dito por José Sócrates na China é que representa o País. O pensamento do ministro Manuel Pinho sobre o modelo de desenvolvimento português não é esse. Ele foi infeliz na terminologia e as pessoas interpretaram isso ao contrário do que ele pensa. Sei o que ele pensa, sei o que o Governo pensa, e não é isso. Foi infeliz na forma e levou a que as pessoas interpretassem as suas palavras ao contrário do que é o seu pensamento.

D.L. – Ainda não sei o contexto em que essas palavras foram ditas. Mas, visto friamente, não faz sentido. Por várias razões. Vi com bons olhos a visita do Presidente da República à Índia e do primeiro-ministro à China. Vão ser as duas economias de referência do século XXI. A economia chinesa interessa muito a Portugal como mercado. Nós, mercado da China já somos, e Portugal é um pequeníssimo mercado. O que interessa é termos a China como mercado para os nossos produtos. Se formos ver os parceiros comerciais de Espanha, a China está em quinto e tem vindo a subir. A China também não precisa de Portugal para ter uma porta na União Europeia, onde já é o grande parceiro comercial. Não são os Estados Unidos. Se basearmos o nosso crescimento na capacidade de oferecer turismo de qualidade e na venda de produtos com valor tecnológico acrescentado, a China será um mercado para nós. À medida que vai havendo poder de compra, os chineses viajarão naturalmente. Também nos interessa a China como comprador: por exemplo, em alguns aspectos do automóvel podíamos ser parceiros para acrescentar valor à tecnologia chinesa. Estamos de acordo que o modelo do crescimento de Portugal não pode nunca mais basear-se em mão-de-obra barata. Isso tem a China, a Índia, é o que mais há por todo o Mundo. O nosso modelo de crescimento tem as duas vertentes que apontei. Olhando às palavras do ministro, não fazem sentido.

In Correio da Manhã de 3 do corrente.



Publicado por rui.freitas às 02:08
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