Estes posts, começo-os sempre da mesma forma, para que conste: não sou economista e, por isso, a minha "leitura" do caso que hoje abordo, é a de simples cidadão, um dos que vai "pagar a factura" de uma apressada e, diria mesmo, impensada "nacionalização"!
Falo, obviamente, do "caso" BPN e do facto de, às segundas-feiras (dia de folga), assistir à interpelação dos deputados que formam a Comissão de Economia e Finanças da Assembleia de República (acho que se designa assim?!), muito em especial ao Governador do Banco de Portugal.
Um "caso" que se arrasta desde, pelo menos, 2002, mas que só há um ou dois anos, creio, "aqueceu" e "destapou" uma verdadeira cratera de muitos e muitos milhões.
Admito, desde já, que não é fácil estar no papel do Governador do BdP; quem, alguma vez, tenha sido questionado insistentemente numa assembleia (seja de Clube, de Condomínio, de Freguesia, Municipal ou da República), sabe que não é fácil e, convenhamos, apetece por vezes "partir a loiça". Mas não pode...!
Vítor Constâncio, por muito irritado que possa estar com os deputados, deve rever os vídeos das transmissões do Canal AR e das várias televisões... e mudar de atitude!
É chocante, ver o responsável máximo pelo sistema bancário português de braços cruzados a olhar com desdém os ditos deputados, a lançar "pfssssssssss" de desprezo, a olhar com a sobranceria de quem julga saber mais do que todos os outros, com expressões de nítido gozo, com arrogância nas respostas e na forma como as dá, a olhar insistentemente o relógio, a responder (muitas vezes) apenas a parte das perguntas colocadas...
É parcialmente verdade que, como hoje afirmou, "um CEO não tem de conhecer todos os pormenores, mesmo os mais pequenos, do que se passa na sua instituição". É parcialmente verdade, repito, pois quando um deputado questiona o Governador do BdP, fá-lo ao responsável máximo, não ao dr. Constâncio; como tal, a ele cabe assumir os erros e omissões e, se desconhece algum pormenor, deve dizê-lo com humildade.
Diz-se que o BPN foi "nacionalizado" para proteger os clientes/depositantes; e o BPP? Não é o BPN considerado o "banco do PSD"? Se fosse mesmo, haveria tanto interesse?
Até porque de uma coisa os portugueses estão certos: os milhões "esfumaram-se", alguém os "guardou em parte incerta" e se "esqueceu" onde, existiram/existem responsáveis pelo seu "desaparecimento" e, por essa razão, não devemos ser todos nós a pagar a "factura" de uma gigantesca fraude (em termos portugueses) que, quem devia regular, controlar, detectar e auditar, não o fez!
Deixe a arrogância, os amuos e o enfado de lado, e ajude a solucionar o "caso"!
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