Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Salazar está de volta?

Numa coisa, penso que estaremos todos de acordo: ao governo, exige-se Autoridade... Autoritarismo, NÃO!

Ao actual governo, exige-se ainda muito menos autoritarismo, dada a sua raiz "dita" socialista!

E o que faz o governo Sócrates? Exactamente o contrário: retira Autoridade a quem a devia deter e impor (as forças policiais, os professores...) e impõe o "seu" Autoritarismo, desde e sempre que o Sr. PM seja "beliscado" na sua "honra" de ser ou não ser "engenheiro". E que ainda não provou em definitivo se é ou não é! A "sombra" de não o ser (e, para mim, isso não é o mais importante), continua a pairar sobre o seu pescoço!

 

Vem esta introdução, a propósito de uma notícia que li no "Público" e reli depois no "Oeiras Local", a qual teve o condão de me fazer recuar 40 anos. Sim, 40 anos, altura em que iniciei a minha profissão de Jornalista na Estação Rádio da Madeira e era obrigado a consultar a lista de "discos e artistas proíbidos" pela Censura de então!

E pensei com os meus botões: Salazar (recentemente eleito o Maior Português) não faria melhor ou, como se dizia na época, "não és por mim, és contra mim!"

 

"Trabalhava há quase 20 anos na DREN
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira


Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).

No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.

A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."

Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.

No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia.
"

 

Ao que chegou um governo "dito" socialista!?

António de Oliveira Salazar, na sua tumba, deve estar a rir-se a bom rir!

000qf1w6  (clicar na foto, para a ampliar)

 

Este governo e este PM, que nos mentem descaradamente todos os dias, anunciando ou fazendo anunciar em grandes parangonas a descida da taxa de desemprego, a descida do défice e da inflação, o crescimento do PIB, que tem quase 150 assessores e diz que não tem, que nos quer fazer crer que não há crise (qual crise?), que temos a mão-de-obra mais barata do que na China, que manda para a "prateleira" mais de 10 mil funcionários públicos, que revoga a Lei de Cavaco Silva que proíbia construir em área ardida durante 10 anos (veremos o que acontece este Verão, que se anuncia quente em vários aspectos e em que já falhou o número de helicópteros previsto...), que reduz drasticamente as transferências de verbas para as Autarquias e Região Autónoma da Madeira, que, "assobiando para o lado", "deixa cair" a equipa da NAV que elaborou um "explosivo" relatório e relançou o debate sobre a OTA, constituíndo um novo grupo de trabalho mais "à medida dos seus desejos" em levar por diante mais este "elefante branco" (ler "Sol" de 21 de Abril), que pretende "asfixiar" a liberdade de expressão dos Jornalistas e das Televisões, com uma polémica  Lei que levou ao Parlamento, que não tem qualquer rebuço em tentar "calar" os Jornalistas através de outra Lei mais polémica ainda e que se prende com a revisão do Estatuto do Jornalista, que encerra quase três mil escolas e diz que pretende uma Juventude mais informada e melhor formada, que encerra Centros de Saúde, Maternidades e blocos de parto e Hospitais, que encerra esquadras de Polícia em locais problemáticos, que "despachou" para Londres o único dos seus ministros que quis por fim, verdadeiramente, à corrupção, que prometeu cuidar dos idosos e deficientes, que prometeu, prometeu, prometeu e prometeu...

E, pasme-se, anuncia de novo a subida da idade da reforma para além dos 65 anos, que quer apertar o controlo sobre os funcionários públicos que no futuro venham a fazer parte de greves e que vai cortar as pensões de invalidez aos "desgraçados" que tenham a infelicidade de ter um acidente por culpa de terceiros. Só Visto!

E que constatamos, no nosso dia-a-dia?

Que, afinal, a descida da taxa de desemprego se tranforma em subida, com empresas a encerrarem diariamente; que o défie e a inflação são dos mais elevados da UE; que, afinal, o crescimento do PIB é dos mais baixos da mesma UE; que abrem Hospitais privados que dão ainda mais prejuízo a suportar pelo Estado - que somos todos nós!; que os internamentos em Hospitais públicos passaram já a custar entre 5 e 10 euros/dia; que os deficientes deixaram de estar isentos de uma série de direitos; que a devolução do IRS pago a mais será devolvido um mês mais tarde; que o Instituto Português do Sangue admite que ainda ocorrem casos de transfusão de sangue infectado em Portugal, em especial com os vírus das hepatites B e C, mas já não se "pede a cabeça do ministro" como o PS exigiu a de Leonor Beleza; que levamos mais dias a pagar mais impostos que, aliás, subiram 6,1% em dois anos; que penaliza mais uma vez os que possuem um carro que, por vezes, tanto custa a pagar, seja com o imposto sobre os combustíveis, seja com a hilariantemente esperada subida de preços desde a "liberalização" (que nunca é para baixo...); que penaliza e "persegue" os pequenos e médios empresários mas proporciona benesses aos Bancos, Seguradoras, EDP's, Galp's e quejandos; que até pretende atirar para os empresários dos restaurantes o ónus da culpa, obrigando-os a "denunciar" os clientes que fumem (Salazar, pelo menos, contentava-se com a "licença de isqueiro")... Paro por aqui, por duas razões: primeiro, porque este "post" já vai longo e não disse metade do que me apetecia; segundo, porque todos sentimos na pele os "benefícios" prometidos por Sócrates e o seu (des)governo. Dia-a-dia, todos os dias e cada vez mais.

Sendo António Costa o "homem do aparelho PS" que é, a ponto de fazer já "sombra" ao ego do nosso PM, já se percebe o que aconteceria a Lisboa e aos Lisboetas se acaso viesse a ser eleito Presidente da CML... Chiça!

Por mim, que não sou eleitor PS nem contribuí para colocar Sócrates e "sus muchachos" onde estão, resta-me terminar assim:

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Publicado por rui.freitas às 00:13
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